Joseph L. Mankiewicz

Produtor, realizador e argumentista norte-americano, Joseph Leo Mankiewicz nasceu a 11 de fevereiro de 1909, na pequena cidade americana de Wilkes-Barre. Depois de estudar Psicologia, tornou-se correspondente em Berlim do jornal Herald Tribune de Chicago (1928). Na capital alemã, passou também a traduzir para a língua germânica os filmes americanos que chegavam da Paramount. No ano seguinte, regressou aos EUA, onde se empregou como argumentista. Rapidamente, chega a produtor de filmes como The Philadelphia Story (Casamento Escandaloso, 1940) ou Keys of the Kingdom (As Chaves do Reino, 1944). Estreia-se como realizador, substituindo um doente Ernst Lubitsch em Dragonwyck (O Castelo de Dragonwick, 1946). Continuou a sua carreira dirigindo Rex Harrison em The Ghost and Mrs. Muir (O Fantasma Apaixonado, 1949). De seguida, a sorte não lhe podia sorrir melhor: ganha quatro Óscares da Academia, dois como realizador e outros dois como argumentista por A Letter to Three Wives (Carta a Três Mulheres, 1949), com Kirk Douglas, e All About Eve (Eva, 1950), com Bette Davis e Marilyn Monroe. Mankiewicz tornou-se um cineasta credenciado e os projetos não paravam de lhe chegar às mãos: People Will Talk (Falam as Más-Línguas, 1951), uma comédia com Cary Grant; Julius Caesar (Júlio César, 1952), uma adaptação da obra de William Shakespeare com Marlon Brando no papel de Marco António; e The Barefoot Contessa (A Condessa Descalça, 1954), com Ava Gardner e Humphrey Bogart; todas elas obras com uma grande complexidade narrativa. O nome do realizador também apareceu associado a um dos maiores desastres comerciais do cinema americano: a épica história de amor, com quatro horas de duração, entre a rainha Cleópatra (Elizabeth Taylor) e Marco António (Richard Burton) em Cleopatra (Cleópatra, 1963). O seu filme de despedida foi o policial Sleuth (Autópsia dum Crime, 1972), com Laurence Olivier e Michael Caine. Morreu a 5 de fevereiro de 1993, em Nova Iorque.
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