Joseph Paxton

Arquiteto inglês, Sir Joseph Paxton nasceu em 1801, em Milton-Bryant, em Bedfordshire. Filho de lavradores, Paxton seguiu a profissão de jardineiro, tendo sido empregue por William George Cavendish, Duque de Devonshire, para superintender aos seus jardins de Chatsworth em Derbyshire. Construiu a primeira estufa neste jardim em 1928. Anos mais tarde, em 1831, desenvolveu numa outra estrutura similar, uma solução estrutural original em que o teto definiu um perfil quebrado que potenciava a sua resposta e resistência mecânica. Nestas construções utilizou madeira e vidro, tendo mesmo criado uma máquina especial para preparar os elementos de madeira estandardizados das estufas.
Somente em situações especiais Paxton recorreu a elementos portantes em ferro fundido, como se observava na estufa construída entre 1836 e 1940 em Chatsworth, uma enorme estrutura com 84 metros de comprimento, 38 de largura e 20 de altura. Na estufa dos lírios, datada de 1849, Paxton utilizou um teto plano, precursor da solução apresentada, no ano seguinte, ao concurso para o pavilhão da Grande Exposição de 1851 de Londres. Este enorme edifício, construído integralmente em ferro e vidro pode considerar-se uma obra pioneira da arquitetura moderna.
Mais tarde projetou edifícios de ferro e vidro para diversas cidades como Nova Iorque ou Paris, erguendo nesta cidade um complexo tão grande como o Palácio de Cristal de Londres. Embora não tenha tido formação académica nem outro tipo de estudos dentro dos campos da engenharia ou da arquitetura, os seus edifícios apresentam-se paradigmáticos da emergente arquitetura do ferro, marcados pela inovação estrutural ditada pela utilização das possibilidades técnicas dos novos materiais industriais que induziriam soluções tipológicas e espaciais inusitadas e de carácter vincadamente funcionalista.
Para além destes projetos de grandes estruturas, Paxton foi autor de alguns edifícios de habitação convencionais, em estilo tradicionalista. Foi também um dos mais importantes paisagistas do seu tempo. De entre as suas intervenções de carácter paisagístico destacam-se os jardins envolventes do Palácio de Cristal, o conjunto de Chatsworth e o parque de Birkenhead.
Foi membro do Parlamento e realizou ou patrocinou alguns estudos urbanísticos, de entre os quais o projeto para uma enorme rua coberta de vidro que reunia habitação, comércio e equipamento público, conjugando-os com um revolucionário sistema de transportes coletivos.
Paxton morreu em Sydenham em 1865.
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