Joseph von Fraunhofer

Físico alemão, Joseph von Fraunhofer, nasceu em Straubing na Alemanha a 6 de março de 1787 e faleceu em Munique, também na Alemanha, a 7 de junho de 1826.
Décimo segundo filho de Franz Xaver Fraunhofer, vidraceiro de profissão, sete dos seus irmãos morreram ainda crianças e aos 10 anos a sua mãe morre. Fraunhofer, para ajudar o seu pai, foi trabalhar para Munique em 1799, na oficina de vidro do Sr. Weichselberger. Apesar de estar proibido pelo seu patrão de frequentar a escola ao domingo, Fraunhofer estava ávido por aprender a ler e tentava em todos os locais onde fosse arranjar livros. A casa onde vivia ruiu, falecendo a mulher do Sr. Weichselberger. Fraunhofer foi encontrado após quatro horas de buscas sem nenhum arranhão. Ao local deslocaram-se duas pessoas que mudariam a sua vida para sempre: Maximilian Joseph, mais tarde rei Max I e Joseph Utzschneider, empresário dedicado ao ramo de instrumentos e da ótica. Depois deste acidente, o seu patrão autorizou-o a assistir às aulas de domingo. Maximilian Joseph presenteou-o com algum dinheiro, com o qual comprou uma máquina de cortar vidro. Joseph Utzschneider ofereceu-lhe alguns livros de ótica e física, assegurando-lhe que ganharia bem mais dinheiro se se dedicasse à realização de lentes. Fraunhofer deixou o seu patrão em 1806 e juntou-se a Joseph Utzschneider com a tarefa de cortar e polir as óticas de instrumentos como telescópios e outras lentes. Com o passar do tempo, Fraunhofer desenvolveu novas técnicas de polimento de lentes, conduzindo a grandes melhorias nas superfícies das lentes. O primeiro trabalho de ótica de Fraunhofer foi para o Observatório de Ofen na Hungria.
Em 1807 Joseph Utzschneider muda toda a oficina para Benediktbeuern, onde também monta uma fundição de vidro. Aí Fraunhofer conhece o suíço Pierre Louis Guinand, contratado pelos seus conhecimentos na área do vidro. Em 1809, Joseph Utzschneider ordenou Guinand que ensinasse os segredos da fundição do vidro a Fraunhofer. A partir daí Fraunhofer ficou sócio da empresa repartindo lucros.
A empresa desenvolvia-se fazendo, além de telescópios, microscópios, lupas, prismas e grandes telescópios astronómicos.
Em 1817, Joseph Utzschneider enfrenta problemas financeiros, na consequência de um investimento sem retorno numa fábrica de tecelagem. Grande parte da fábrica de vidro foi mudada para Munique.
Em 1813, quando os negócios do vidro ainda iam bem, Fraunhofer investigou os diferentes tipos de vidro. Ele redescobriu as linhas negras do espetro, observadas pela primeira vez, e sem grande interesse por Wollaston. As 574 linhas foram descritas por Fraunhofer, tendo desenhado o espetro, tal como ele ainda hoje é conhecido. Em 1824, foi feito cavaleiro e leciona na Universidade da Baviera. Um dos seus alunos foi August Pauli, tendo trabalhado também em vidro durante seis meses.
Fraunhofer faleceu a 7 de junho de 1826 oferecendo meses antes a empresa ao rei, mencionando que o único possível sucessor na empresa seria o seu aluno Pauli.
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