Juan Rulfo

Escritor mexicano, Juan Nepomuceno Carlos Pérez Vizcaíno Rulfo nasceu a 16 de maio de 1918, em Sayula, uma localidade da província de Jalisco e faleceu a 8 de janeiro de 1986, no México.
Juan Rulfo ficou órfão ainda em criança e passou a infância num orfanato de Guadalajara. Aos 16 anos foi viver para a Cidade do México, onde estudou Direito na universidade. Entretanto, iniciou-se na escrita, tanto de trabalhos literários como artigos para a revista América, atividade que manteve em paralelo com a profissão de agente de imigração. Devido a dificuldades financeiras abandonou os estudos.
Os seus primeiros contos foram publicados em 1945 na revista Pan, da qual tinha sido um dos fundadores no ano anterior. Decorreram 8 anos até que em 1953 publicou o seu primeiro livro, uma obra de contos intitulada El Llano em Lllamas (Planície em Chamas), que conheceu edição portuguesa em 2003. O livro era composto por histórias que decorriam essencialmente no duro México rural e permitiu a Juan Rulfo ser, desde logo, considerado um dos nomes máximos da literatura mexicana. Dois anos mais tarde, em 1955, escreveu Pedro Páramo, um romance sobre um filho que procura o pai desconhecido que teve edição portuguesa em 2004. Com este romance, que foi incluído na lista das obras representativas da UNESCO, o autor recebeu elogios de alguns dos maiores nomes da literatura mundial, como o poeta argentino Jorge Luis Borges ou o romancista colombiano Gabriel García Márquez. A obra teve ainda edições em polaco, inglês, francês, alemão, sueco, norueguês, russo e eslovaco.
Juan Rulfo escreveu também diversos argumentos para cinema, o mais famoso dos quais foi Gallo de oro, de 1964.
Apesar de ter uma obra literária pequena em tamanho, Juan Rulfo recebeu algumas das mais importantes distinções literárias, como o Prémio Nacional de Literatura no México (1970) e o Prémio Príncipe das Astúrias em Espanha (1983). Em 1980 foi eleito membro da Academia Mexicana de Letras.
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