Julie Andrews

Atriz e cantora norte-americana, de origem inglesa, de nome verdadeiro Julia Elizabeth Wells, nascida a 1 de outubro de 1935 em Walton-On-Thames. Filha de atores, iniciou o seu percurso artístico nos palcos londrinos em 1947 com a peça Starlight Roof Revue. A sua estreia na América deu-se numa produção da Broadway, em 1954, intitulada The Boy Friend. Após uma série de sucessos em diversas comédias musicais, foi escolhida para o papel de Eliza Doolitle para desempenhar na Broadway My Fair Lady (1956). A peça esteve em cena durante seis anos, tendo sido um enorme sucesso, mas, aquando da adaptação cinematográfica, Julie Andrews foi estranhamente preterida em favor de Audrey Hepburn. A atriz decidiu então aceitar um dos inúmeros convites que recebera para fazer cinema, nomeadamente a produção de Walt Disney Mary Poppins (1964). Na noite dos Óscares, Andrews foi galadoarda com o Óscar de Melhor Atriz, uma mensagem que os cinéfilos entenderam como tendo sido uma clara vingança sobre os produtores que a preteriram por Hepburn. Mas o filme que fez de si uma estrela foi sem dúvida The Sound of Music (Música no Coração, 1965), onde popularizou Maria, uma noviça que vai trabalhar para a mansão do Capitão Von Trapp (Christopher Plummer), como precetora dos seus filhos. Foi nomeada para o Óscar de Melhor Atriz, mas em diversas entrevistas Andrews deixou transparecer que estava cansada da estereotipação dos seus papéis. Assim, decidiu assumir papéis mais dramáticos, mas essas incursões em filmes como Hawaii (1966) e Torn Curtain (Cortina Rasgada, 1966), de Alfred Hitchcock, não foram bem recebidas pelo público. Em 1969, contraiu matrimónio com o realizador Blake Edwards que a dirigiu em Darling Lili (1970), comédia musical que foi um rotundo fracasso. Em meados da década de 70, Andrews era considerada como uma atriz em franco declínio, muito devido à degradação do género musical no cinema. Trabalhou em diversos night-clubs até reaparecer fulgurantemente pela mão do marido na comédia Ten (Uma Mulher de Sonho, 1979). Victor/Victoria (1982) foi a sua última grande interpretação cineamatográfica, tendo impressionado o público pelo seu desempenho de cantora que decide assumir uma identidade masculina para singrar nos cabarets parisienses de 1930, interpretação que lhe valeu a nomeação para o Óscar de Melhor Atriz. À medida que uma doença degenerativa atingia as suas cordas vocais, Andrews refugiava-se em telefilmes e séries televisivas. Regressou ao cinema novamente numa produção da Disney, a comédia adolescente The Princess Diaries (O Diário da Princesa, 2001). Emprestou também a voz à rainha do filme animado Shrek 2 (2004).
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