Júlio de Castilho

Dramaturgo, historiador e memorialista português, Júlio de Castilho nasceu a 30 de abril de 1840, em Lisboa.
Filho do poeta António Feliciano de Castilho, obteve o diploma do Curso Superior de Letras, foi governador civil do distrito da Horta (1877-1878), cônsul-geral de Portugal em Zanzibar (1888), primeiro-oficial da Biblioteca Nacional de Lisboa e professor do príncipe real D. Luís Filipe. Em 1873, recebeu o título de 2.º Visconde de Castilho. Destacou-se como olisipógrafo, sendo autor de alguns estudos, como Lisboa Antiga (1879-1890, 8 volumes) e A Ribeira de Lisboa (1893). Para além destas obras, publicou outras, como o drama D. Ignez de Castro (1875), a coleção de poesias O Ermitério (1876), O Archipelago dos Açôres (1886), A Mocidade de Gil Vicente, o Poeta, Quadros da Vida Portugueza nos Séculos XV e XVI (1897), com destaque para o livro Memórias de Castilho (1881, constituído por 11 volumes), no qual Júlio de Castilho não só fez referências ao pai, como também expôs informações relevantes sobre os debates e querelas pedagógicas, o que torna o livro pertinente para a aquisição de conhecimentos sobre a vida literária portuguesa na segunda metade do século XIX.
O historiador pertenceu a várias instituições intelectuais e científicas, sendo sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa, sócio efetivo da Associação dos Arquitetos e Arqueólogos Portugueses, correspondente do Instituto de Coimbra, do Gabinete Português de Leitura de Pernambuco, do Instituto Vasco da Gama de Nova Goa, da Associação Literária Internacional de Paris e sócio honorário do Grémio Literário Faialense e do Grémio Literário Artista da Horta.
Júlio de Castilho faleceu a 8 de fevereiro de 1919, em Lisboa.
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