Junta dos Três Estados

A criação da Junta dos Três Estados faz parte de um conjunto de organismos nascidos da vontade que D. João IV teve de renovar o Estado na sequência da restauração da independência portuguesa. Juntamente com o Conselho de Guerra e o Conselho Ultramarino, a Junta dos Três Estados completava o grupo de órgãos de aconselhamento do monarca. A sua ação tinha um poder vigilante em relação à governação monárquica, controlando-a e velando para que se não verificassem exageros decorrentes de um poder absolutista. Os ocupantes da Junta dos Três Estados eram recrutados entre membros da nobreza e da burguesia, deixando transparecer o esforço de D. João IV para renovar e elevar os membros da nobreza, aos quais tradicionalmente estaria destinado um papel de segundo plano, como é o caso dos filhos segundos e de fidalgos cujo nome não estava associado à alta nobreza.
A Junta dos Três Estados foi criada em 1641, por imposição das Cortes, devido à necessidade de desenvolver atividades de fiscalização de assuntos respeitantes à guerra e à administração. As funções da Junta dos Três Estados viriam a ter uma importância crucial durante o período de guerra subsequente à Restauração.
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