Karl Kraus

Poeta, dramaturgo e jornalista austríaco nascido em 1874, em Jicin, na Boémia (na altura pertencente ao Império Austro-Húngaro, depois à Checoslováquia e atualmente à República Checa), e falecido a 12 de junho de 1936, em Viena.
Tinha apenas três anos quando se mudou com a família para Viena. Estudou Direito na universidade dessa cidade, mas mostrou-se sempre mais inclinado para a literatura.
Iniciou a sua carreira como jornalista em 1892, escrevendo crítica de teatro e de literatura. Fez parte de um grupo boémio com outros escritores, a que chamavam "Jung Vien". Em 1899 fundou a sua própria revista, Die Fackel, que dirigiu até à sua morte. Nesse mesmo ano, oriundo de família judaica, converteu-se ao catolicismo, fé que renunciou quatro anos depois. Na época, a maior parte da elite intelectual de Viena era judaica.
A sua revista foi o meio encontrado para satirizar a sociedade da época, bem como a política, o nacionalismo crescente do idealismo alemão, a corrupção do império dos Habsburgos (casa dinástica alemã), entre outros assuntos. Daí, ser reconhecido como uns dos escritores satíricos mais influentes do século XX. Era também lá que primeiramente publicava os seus escritos, em particular, ensaios, poemas e peças teatrais.
Como Kraus era membro do Partido Social Democrata, a crítica apontava a Die Fackel como sendo uma revista em prol das ideias socialistas e contra o progresso.
Das várias obras publicadas do autor destacam-se: Die demolierte Literatur (1896), Pro Domo et Mundo (1912), Traumstück (1923) e Die dritte Walpurgisnacht (1952).
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