KGB

Comité para a Segurança do Estado (polícia secreta da antiga União Soviética), polícia política muito poderosa, o qual esteve sempre presente em todas as etapas da sua evolução social, fosse qual fosse o regime instituído. Foi criado após a Segunda Guerra Mundial, em 1954, no período da Guerra Fria (em que a URSS se considerava cercada pelo imperialismo dos Estados Unidos, criando, assim, um clima de desconfiança e de repressão contra todas as manifestações de simpatia pelo bloco oposto), com funções de vigilância e repressão de qualquer tipo de abrandamentos da disciplina revolucionária. Cessou funções em 1991, após o colapso da URSS.
O KGB era uma polícia política secreta que não tinha equivalente no estrangeiro, porque se situava a um nível completamente diferente do dos outros serviços especiais. Para além de ser um serviço de informação, constituia igualmente um ministério.
Os seus efetivos cifravam-se em várias centenas de milhares de homens. O KGB dispunha de um exército, de uma aviação e de uma marinha próprios. Dirigido por um presidente, que era nomeado pelo Praesidium do Soviete Supremo, o KGB estava teoricamente ligado ao Conselho de Ministros e, na realidade, ao Comité Central do Partido Comunista.
A organização compreendia cinco direções-gerais e uma dezena de direções ordinárias ou serviços. A primeira direção-geral, a mais importante, incluia a subdireção dos ilegais (agentes que viviam no estrangeiro sob uma falsa identidade), a subdireção científica e técnica, um serviço de contraespionagem, essencialmente ofensivo, um serviço muito importante de "desinformação" e um serviço de ação, serviço V, o serviço dos "negócios sujos", designação que não deixa qualquer tipo de dúvidas acerca da sua função. A segunda e terceira direções-gerais estavam encarregadas da informação, da vigilância e da repressão interna; a quarta, dos guarda-fronteiras, que incluia unidades dos três ramos das Forças Armadas; a quinta, das escolas, que eram muitas e variadas. Das direções ordinárias, a mais importante era a das Forças Armadas, que controlava o GRU (departamento do Estado-Maior que tem a seu cargo a espionagem militar e as operações paramilitares) e todas as unidades militares ou paramilitares do país.
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