King Kong (1933)

Filme de aventuras norte-americano produzido e realizado em 1933 por Merian C. Cooper, Ernest B. Shoedsack e David O. Selznick, King Kong foi interpretado por Fay Wray, Robert Armstrong, Bruce Cabot, Frank Reicher e Sam Hardy, entre outros. O argumento foi da autoria de James Ashmore Creelman e Ruth Rose, baseando-se numa história de Merian C. Cooper e Edgar Wallace.
Carl Denham (Robert Armstrong) é um realizador de Hollywood que leva para uma misteriosa ilha pré-histórica uma atriz, Ann Darrow (Fay Wray), em busca de King Kong, um gorila gigante venerado como um deus pelos nativos da ilha. Acabam por encontrar o monstro, mas este apaixona-se por Ann. Denham e os seus homens conseguem capturar Kong e levá-lo para Nova Iorque para ser exibido como grandiosa atração. Contudo, o gorila consegue escapar e espalha o pânico em Manhattan enquanto procura a sua amada. Absolutamente marcante na história do cinema, este filme criou um autêntico ícone da cultura popular que foi o gorila gigante que lhe deu o título, máquina destruidora mas simultaneamente simpático ao espectador pelo lado emocional que evidencia. A sua magnífica capacidade expressiva deve-se a um genial trabalho de Willis O'Brien, o técnico responsável pela animação da criatura (um boneco com poucos centímetros de altura) segundo a metodologia do stop-motion. Aliás, tecnicamente, o filme foi revolucionário pelo realismo que conseguiu imprimir às sequências espetaculares protagonizadas por King Kong e outras criaturas como dinossauros, etc. Do ponto de vista comercial, o filme foi um enorme êxito, salvando da falência o estúdio que o produziu, a RKO Pictures. Em 1938, quando a censura norte-americana se encontrava em expansão, o estúdio resolveu relançar o filme, mas amputou-o implacavelmente, perdendo grande parte do seu impacto original.
Fica para a história o final, em que se vê o gorila no topo do Empire State Building com Ann na sua mão enquanto é atacado por aviões.
O filme deu origem a uma sequela - The Son of Kong (1933), realizado por Ernest B. Shoedsack - e a dois remakes: o primeiro realizado em 1976 por John Guillermin e o segundo em 2005 por Peter Jackson.
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