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Kosovo
Geografia
País do sudeste da Europa. Situado no noroeste da península dos Balcãs, abrange uma superfície de 10 887 km2. O Kosovo faz fronteira com a Sérvia a norte e a este, com a Macedónia a sul, com a Albânia, mais precisamente os Alpes albaneses, a oeste e com o Montenegro a noroeste. As cidades mais importantes são Pristina, a capital, com 400 000 habitantes (2007), Prizren (110 000 hab.) e Peja (70 000 hab.).

Clima
De influência continental, o clima é, regra geral, rigoroso do inverno, com fortes nevões, e quente no verão e no outono. A época de maior precipitação situa-se entre os meses de outubro e dezembro.

Economia
Em fase de recuperação económica, o Kosovo é um dos países mais pobres da Europa, situando-se em termos económicos abaixo da Albânia. Com uma taxa de desemprego de 40%, grande parte da população, que vive essencialmente em zonas rurais, procura melhorar o nível de vida através da emigração.
Como país recente que é, tem apostado na privatização de algumas empresas, até então na posse do Estado, para fazer face à crise económica em que se encontra. Aderiu também ao Euro como moeda oficial, o que tem ajudado a travar a inflação. Em determinados enclaves, o dinar sérvio ainda é utilizado.
País rico em minerais e em metais (chumbo, alumínio, níquel, zinco, crómio, magnésio, entre outros materiais), faltam-lhe as infraestruturas e os investimentos necessários à sua efetiva exploração.

População
A população é de 2 126 708 habitantes (2007), o que corresponde a uma densidade populacional de 175 hab./km2.As etnias principais são a albanesa (88%) e a sérvia (7%). As religiões com maior expressão são a muçulmana, a ortodoxa e a católica. A língua oficial é o albanês, embora haja uma diversidade de línguas faladas pelo país: sérvio, bósnio, turco e romeno.

História
O Kosovo é uma nação da península balcânica independente da Sérvia, desde 17 de fevereiro de 2008.
Enquanto província da Sérvia, houve desde sempre conflitos étnicos entre as duas partes. De 1945 a 1989, o Kosovo foi considerado como uma província autónoma dentro da república sérvia. Em 1981 eclodiram motins populares pois a maioria albanesa (mais de 80%) reclamou a transformação da província em república federada. Em 1989, verificam-se novos motins no território contra a presença de forças policiais sérvias, uma vez que a Sérvia retirara o estatuto de autonomia a esta província, ficando a região totalmente subjugada. As alegações de tal decisão baseiam-se na batalha de Kosovo Polje (1389), em que as tropas sérvias e búlgaras perderam frente aos otomanos, tornando-se este o ponto de partida para a reconstrução da nação sérvia. Com a ascensão ao poder de Milosevic, em 1990, recrudesce o nacionalismo. Belgrado procura alterar o equilíbrio étnico ao instalar na região refugiados sérvios da Bósnia e da Croácia. Paralelamente, estabelece-se uma resistência armada (UÇK - Exército de Libertação do Kosovo) e, em 1992, Ibrahim Rugova é eleito presidente da autoproclamada República do Kosovo. Em 1999, devido ao avanço da "limpeza étnica", a NATO intervém no local por forma a forçar Milosevic a entregar o território ao povo kosovar de etnia albaneza. Verificou-se um êxodo maciço desta população kosovar para a Albânia que, dos campos de refugiados, partiram para outros países do Tratado Atlântico, em especial para a Alemanha e EUA. Após 72 dias de ataques aéreos por parte do exército da NATO, os sérvios acabaram por assinar um acordo, ficando estabelecida a presença de uma força internacional no território de modo a fazer prevalecer a paz.
Até 2002, a Sérvia e o Montenegro constituíam uma nação com duas republicas, mas em 2006 o Montenegro separou-se da Sérvia e o Kosovo seguiu-lhe os passos, tornando-se independente dois anos depois.
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