Kursk

O submarino nuclear russo K-141 Kursk protagonizou uma das maiores tragédias marítimas de sempre quando afundou a 12 de agosto de 2000, no Mar de Barents, originando a morte dos seus 118 tripulantes.
A embarcação, que pertencia à frota do Norte da Marinha Russa, havia sido lançada ao mar em 1994 e tinha como porto de origem Vidyaevo, na Rússia. O seu nome homenageia a cidade de Kursk, onde em 1943 teve lugar a maior batalha de tanques da História.
Com um comprimento de 154 metros e um peso máximo de cerca de 16 mil toneladas, o Kursk era propulsionado por dois reatores nucleares. Era capaz de atingir uma velocidade de 32 nós quando submerso e de 16 nós à superfície. O aparelho, que havia sido encomendado ainda no tempo na União Soviética, era o maior submarino ofensivo do mundo.
Devido a cortes orçamentais, a maior parte da frota russa foi desativada, mas o Kursk manteve-se ao serviço. Nomeadamente, em 1999 executou missões de espionagem no Mar Mediterrâneo investigando as atividades da Marinha Norte-Americana durante a Guerra do Kosovo.
Quando afundou em agosto de 2000, o Kursk participava no maior exercício militar de sempre da Rússia desde o colapso da União Soviética, cerca de dez anos antes.
No dia 12 de agosto efetuou um treino de ataque com torpedos. Pouco depois dos disparos, ocorreu uma explosão a bordo. Aparentemente terá ocorrido uma falha e explosão num dos novos torpedos que estavam a ser testados. O submarino acabou por afundar a uma profundidade de 108 metros, a cerca de 135 quilómetros ao largo de Severomorsk. Cerca de dois minutos após a primeiro explosão ocorreu uma segunda.
Dos 118 marinheiros que seguiam a bordo, 23 terão sobrevivido a estas explosões. Segundo algumas notas encontradas posteriormente junto do corpo de um dos oficiais, quatro horas após a explosão ainda havia marinheiros vivos.
Entretanto, equipas de salvamento britânicas e norueguesas tentaram, sem sucesso, chegar ao Kursk em busca de sobreviventes. No dia 21 de agosto, mergulhadores noruegueses conseguiram abrir uma escotilha do submarino, mas constataram que estava tudo inundado e que não poderia haver sobreviventes.
Algumas teorias defendem que os homens a bordo morreram pouco depois do desastre, mas outra sustentam que alguns terão sobrevivido durante vários dias.
O submarino só viria a ser resgatado do fundo do mar em 2001 por uma equipa de resgate holandesa e foram então recuperados os 118 corpos.
Em 2002 uma investigação governamental russa concluiu que o acidente teve origem num torpedo defeituoso que explodiu a bordo.
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