Kussondulola

Banda luso-angolana, fundada em 1987, por Janelo da Costa, cantor e compositor angolano radicado em Portugal. Com um crescimento gradual, ao longo de quase uma década de atuações em diversos palcos, por todo o país, o visual garrido e a efusiva alegria e espírito positivo dos concertos dos Kussondulola foram conquistando o público português. Em meados da década de 90, pouco antes da explosão mediática do projeto de Janelo, eram já considerados uma das sensações maiores dos palcos lusos e não foi surpresa para ninguém que, em 1995, a EMI lhes proporcionasse o primeiro contrato discográfico. O núcleo central dos Kussondulola era formado, então, por Jamelo, Daddy Bé (baixo) e Messias (percussões). A esses juntaram-se outros músicos para a gravação do primeiro álbum, contando com a produção do brasileiro Nelson Meirelles e do jamaicano Gussie P. O disco teria um impressivo impacto nas ondas radiofónicas e conheceria um surpreendente êxito comercial, suscitado essencialmente pelas canções "Dançam no Huambo" e "Perigosa". A aposta da EMI no reggae em português rendia os seus frutos e os Kussondulola tornavam-se um coletivo relevante na música lusa. No ano de edição do disco, 1995, são reconhecidos pelo Blitz como o Melhor Grupo Nacional.
Os álbuns seguintes, embora mantivessem acesa a chama da popularidade dos Kussondulola junto do público português, registariam um decréscimo comercial do grupo. Ainda assim, canções como "Nós Somos Rastaman", "Rock Steady", "Apanha Flash" e "Boda do Leão" conheceriam algum êxito e povoariam o éter das rádios nacionais durante algum tempo. A formação do grupo, sempre com Jamelo ao comando, teria várias alterações, ao sabor da disponibilidade dos músicos e das necessidades de cada espetáculo ou sessão de gravação.
Tendo integrado o programa de alguns dos festivais mais importantes de Portugal, os Kussondulola seguiram a tendência de serem essencialmente um coletivo de palco, com boas vibrações e que, com o clima festivo que os caracteriza, não deixaram de alertar as consciências para algumas questões sociais. Mantendo alguma regularidade nas edições discográficas, a banda editou uma coletânea de êxitos, em 2004, pouco tempo antes de se desligar do compromisso com a EMI. As questões da globalização e da pobreza seriam o mote para as duas edições seguintes, uma pela Som Livre e outra pelo selo Zona Música. A Humanidade e a interação do Homem com o mundo seriam o pano de fundo para Madié, editado em 2007.
Discografia
1995, Tá-se bem
1998, Baza Não Baza
2004, Cumué? O melhor dos Kussondulola
2005, Survivor
2006, Guerrilheiro
2007, Madié
Como referenciar: Porto Editora – Kussondulola na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-10-21 01:04:11]. Disponível em