lantânio

O lantânio, cujo símbolo químico é La, é um elemento químico sólido, pertencente ao grupo de metais das terras raras (lantanídeo), dúctil, maleável, de cor branco-prateada que e localiza-se no grupo 3 e período 6 da Tabela Periódica.
Este elemento possui número atómico 57 e massa atómica 138,9055.
É um dos metais das terras raras mais reativos e apresenta uma dureza que lhe permite ser cortado por uma faca. Oxida rapidamente quando exposto ao ar. É atacado lentamente pela água fria e mais rapidamente pela água quente.
O lantânio reage diretamente com os elementos carbono, boro, azoto, silício, selénio, fósforo, enxofre e halogéneos.
Existem dois isótopos naturais, lantânio-139 (estável) e lantânio-138 (meia-vida 1010-1015 anos).
O lantânio foi descoberto em 1839, em Estocolmo, Suécia, pelo cientista sueco Carl Gustav Mosander, que o encontrou no nitrato de cério impuro. A sua extração resultou no óxido de lantânio (La2O3).
O nome lantânio deriva do grego lanthanein que significa escondido.
É um metal existente comercialmente e, portanto, não é comum produzi-lo em laboratório, isto também porque há grande dificuldade em separá-lo do metal puro.
Os lantanóides (terras raras), dos quais faz parte o lantânio, são encontrados na Natureza em alguns minerais. O principal minério do lantânio é a bastenaesite, do qual é separado por um processo de permuta iónica.
Os compostos de lantânio raramente são encontrados em pessoas. Todos estes compostos são altamente tóxicos, embora demonstrações iniciais possam sugerir que o risco é limitado.
Os sais de lantânio podem danificar o fígado de um humano. O pó de metal pode provocar risco de fogo e explosão.
Como o lantânio é pirofórico, é usado em ligas para pedra de isqueiro mais leves. O óxido de lantânio é usado como aditivo nalguns vidros óticos para melhorar as suas propriedades óticas.
A principal aplicação do lantânio é, no entanto, como catalisador na transformação dos derivados de crude.

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