Latrão II

Décimo concílio ecuménico reunido na corte papal de Latrão, em Roma, no ano de 1139, convocado e dirigido por Inocêncio II.
Para além da presença do imperador germânico Conrado, cerca de mil prelados, patriarcas, arcebispos, bispos e legados de todo o mundo cristão participaram nesta magna reunião da Cristandade e contribuíram para a produção de 28 decretos, que se poderiam reduzir a quatro pontos essenciais que nortearam tanto o concílio como aquilo que dele se retirou:
- condenação e deposição de Pierre de León, o antipapa Anacleto, com declaração de nulidade de todas as suas ordenações e atos eclesiais - excomunhão de Rogério II, conde da Sicília, que recebeu do antipapa Anacleto (do qual foi partidário) o título de rei
- proclamação dos erros de Arnaldo de Brescia e de Pierre de Bruis
- combate ao relaxamento dos costumes e da disciplina eclesiásticos.
Procurou-se, neste âmbito, regular a vida do clero, tornando-a mais continente e disciplinada, combatendo-se para isso a simonia (compra ou venda de bens espirituais, como os sacramentos, ou de cargos, os "benefícios") e o nicolaísmo (quebra do celibato eclesiástico). Este concílio ocorreu numa época de fortes polémicas entre o poder espiritual, dos papas e da Igreja, e o temporal, dos reis, liderados pelo Império Germânico, que procurou, nesta reunião, secundar os intentos papais de reforma da Igreja e aproximação dos poderes, para além da superação das divisões internas e da atenuação dos efeitos do Grande Cisma que então se sentiam.
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