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Lenda dos Amores de D. Lopo

Diz a lenda que, na cidade de Elvas, vivia um jovem fidalgo, de poucas posses, chamado Lopo de Mendonça. Por alturas da feira de Zafra, cidade espanhola, D. Lopo conheceu D. Mência. Logo se apaixonaram um pelo outro.

Pediu-a em casamento, mas o pai recusou o pedido, pois ela estava prometida a D. Afonso Ramirez, descendente de uma nobre e riquíssima família. D. Mência foi então encerrada num convento, enquanto preparavam a boda com o fidalgo espanhol.
D. Álvaro, amigo do fidalgo português, aconselhou D. Lopo a ir a Zafra para falar com D. Mência: se ela o amasse verdadeiramente talvez concordasse em fugir com ele. Assim fez D. Lopo.

Chegado ao convento, pediu a uma noviça, amiga de D. Mência, para marcar um encontro entre os dois. D. Mência concordou em fugir com D. Lopo, pois não podia viver sem ele. Combinaram, então, encontrar-se no dia seguinte à mesma hora. D. Lopo estaria à sua espera com um cavalo e um pajem.

Chegado o momento da fuga, viu-se rodeado por D. Árias, o pai de D. Mência, e quatro criados. O pajem contratado era um dos criados de D. Árias e tinha-o traído. Furioso com aquela emboscada, D. Lopo desembainhou a sua espada e enterrou-a no peito de D. Árias.

Aproveitando a confusão provocada pela situação, conseguiu fugir de Zafra e atingir Sevilha, onde se alistou numa companhia que partia nesse mesmo dia para Nápoles. Não conseguia no entanto esquecer que assassinara o pai da sua amada.

Um ano volvido, D. Lopo regressou a Zafra e procurou D. Mência. A jovem professara naquele mesmo convento de Sta. Clara.

D. Lopo voltou para os campos de batalha e só descansou em paz quando morreu.

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