leninismo

Pensamento de Lenine que, juntamente com o marxismo de Marx e Engels, irá inspirar todos os partidos comunistas posteriores. Estabelece uma síntese entre a tradição revolucionária russa e o marxismo de tradição ocidental. Concilia uma infraestrutura dialética e a interpretação economicista da História, legadas pelo marxismo, com o aspeto voluntarista na execução das tarefas e consecução dos objetivos revolucionários. Distingue-se, também, relativamente ao marxismo, pela importância decisiva conferida ao aspeto político. Para Lenine, o partido era a consciência da classe operária, acrescentando, desta forma, um novo elemento, especificamente político, ao marxismo clássico.
No seu livro Que fazer?, publicado em 1902, lança as bases da organização do partido revolucionário, afirmando a necessidade da ideologia revolucionária como arma decisiva de combate, e formula o seu famoso princípio: "sem teoria revolucionária não há movimento revolucionário". Para Lenine, a ideologia era necessária para passar de reações espontâneas e não refletidas a um alto grau de consciência de antagonismo de classes.
Em O imperialismo, estado supremo do capitalismo, de 1916, estuda o capitalismo financeiro e a organização dos monopólios internacionais, prevendo a sua ruína. Em O estado e a revolução, de 1917, defende a passagem da sociedade capitalista à sociedade comunista, através de uma fase intermédia do socialismo - a ditadura do proletariado.
Relativamente à religião, o pensamento leninista é radicalmente antirreligioso, considerando-a uma alienação do povo e admitindo uma estratégia tendente a fazê-la desaparecer.
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