leucemia

O número de leucócitos produzidos compensa, geralmente, o dos leucócitos que vão morrendo, pelo que o seu número se mantém mais ou menos constante, permitindo a defesa do organismo contra substâncias ou microrganismos estranhos. A leucemia tem, em geral, como causa uma divisão anormal das células que estão na génese dos leucócitos. Formam-se de modo súbito e de uma maneira extraordinariamente rápida células anormais. O resultado desta produção acelerada é a disseminação no organismo de glóbulos brancos anormais que interferem com funções vitais do corpo.
Existem dois tipos principais de leucemia: a leucemia mieloide, que afeta os neutrófilos que são produzidos na medula óssea, e a leucemia linfática, que afeta os linfócitos. Qualquer delas pode ser aguda ou crónica. Se não for tratada, a leucemia aguda provoca a morte em poucas semanas. A leucemia crónica pode persistir por um período que pode atingir os 15 anos de duração.
Na leucemia linfática crónica, pode decorrer um período de cinco anos ou mais desde a alteração celular inicial até ao aparecimento dos sintomas. Em alguns casos, os primeiros sintomas traduzem-se por um aumento de volume dos gânglios linfáticos e do baço, aumento esse que provoca desconforto. Noutros casos, os primeiros síntomas são os de anemia ou o aparecimento de infeções graves, como, por exemplo, pneumonia acompanhada de perda de peso e de apetite, temperatura elevada e suores noturnos. Nos estados mais avançados, podem ocorrer hemorragias espontâneas nos epitélios bocal ou nasal. Na leucemia mieloide os sintomas - aumento dos gânglios linfáticos, do baço e do fígado - aparecem muitas vezes subitamente, dando-se o seu agravamento progressivo por um período de uma ou duas semanas. Com menos frequência, os sintomas aparecem gradualmente durante dois ou três meses.
As células anormais multiplicam-se descontroladamente, aumentam em número e espalham-se pela corrente sanguínea, onde chegam a atingir um número de cerca de vinte vezes superior ao normal. À medida que as células leucémicas se disseminam na medula óssea, impedem a formação de eritrócitos, donde o aspeto pálido do doente.
A leucemia mieloide é muito rara, atingindo, na maioria, individuos com mais de sessenta anos.
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