Líbano

Geografia
País do Sudeste Asiático. Integrado no Médio Oriente e localizado no chamado Levante, o Líbano tem uma área de 10 452 km2. Encontra-se limitado pela Síria, a norte e a leste, por Israel, a sul, e pelo mar Mediterrâneo, a oeste. As principais cidades são Beirute, a capital, com 1 185 300 habitantes (2004), Trípoli (215 500 hab.), Juniyah (80 800 hab.), Zahlah (77 600 hab.), Saída (150 900 hab.) e Tiro (118 500 hab.).

Clima Tem um clima mediterrânico; nas montanhas as temperaturas baixam em função da altitude.

Economia
A agricultura é um setor que tem sofrido uma drástica redução. Grande parte dos solos agrícolas encontram-se localizados na costa mediterrânica e produzem a batata, a laranja, o tomate, o pepino, o limão, a lima, a cebola e a azeitona. Mesmo assim, o país não é autossuficiente e importa grandes quantidades de bens alimentares, especialmente vegetais. Existem também várias plantações de papoilas que se destinam ao fabrico de ópio. A produção industrial é baixa, mas é a mais desenvolvida quando comparada com a dos outros países do Médio Oriente. São produzidos cimento, papel, cigarros e artigos de pele. Os principais parceiros comerciais do Líbano são os Emirados Árabes Unidos, a Arábia Saudita, a Itália e os Estados Unidos da América.
Indicador ambiental: o valor das emissões de dióxido de carbono, per capita (toneladas métricas, 1999), é de 4,0.

População
É um dos países mais densamente povoados dos Estados árabes. Tinha, em 2006, cerca de 3 874 050 habitantes, o que correspondia a uma densidade de aproximadamente 367,88 hab./km2. As taxas de natalidade e de mortalidade são, respetivamente, de 18,52%o e 6,21%o. A esperança média de vida é de 72,88 anos. O valor do Índice do Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,752 e o valor do Índice de Desenvolvimento ajustado ao Género (IDG) é de 0,737 (2001). Estima-se que, em 2025, a população seja de 4 565 000 habitantes. As maiores etnias do país são: árabe (95%), arménia (4%) e outros (1%). Há uma enorme divisão religiosa no país: muçulmanos xiitas (34%), muçulmanos sunitas (21%), cristãos maronitas (19%), cristãos ortodoxos (12%) e drusos (7%). A língua oficial é o árabe, embora muitas pessoas falem o inglês e o francês.

História
Quando o Império Otomano se fragmentou, após a Primeira Guerra Mundial, o Líbano passou para o domínio da França. Em 1941 foi declarada a independência e, cinco anos mais tarde, as tropas estrangeiras abandonaram o país. Imediatamente tiveram início os conflitos internos, causados pela oposição entre os muçulmanos, os drusos e os cristãos. Em 1958 começou a guerra civil. A instabilidade nacional foi agravada com a chegada dos refugiados palestinianos e, mais grave ainda, com a presença de membros da Organização de Libertação da Palestina (OLP), após terem sido expulsos da Jordânia em 1970. Cinco anos depois rebentou uma nova guerra civil. Os ataques da OLP a Israel provocaram represálias por parte dos israelitas e das forças libanesas lideradas pelos cristãos do Partido Falangista, de direita.
A partir de 1975 a organização política do país tornou-se cada vez mais frágil e a guerra civil começou a ser, mais ou menos, permanente. Em 1977 a Síria enviou 40 000 soldados para o território libanês, com o objetivo de apoiar os muçulmanos. No ano seguinte, Israel invadiu o Sul do país para estabelecer uma espécie de fronteira entre si e os grupos da OLP. As Nações Unidas enviaram uma força temporária para a manutenção da paz e os israelitas retiraram. Mas em 1982, Israel, com o apoio de falangistas do Sul, invadiu o Líbano para expulsar as forças da OLP, sob a liderança de Yasser Arafat. Nesse mesmo ano, foi assassinado Bachir Gemayal, o presidente falangista que se encontrava há três meses no Poder. Uma força de manutenção da paz, constituída por soldados norte-americanos, ingleses, franceses e italianos, retirou-se após vários ataques suicidas de extremistas muçulmanos a posições das forças internacionais. Em 1984, a Síria e Israel controlavam 80% do país, deixando 20% nas mãos das várias fações e das milícias. O Governo legal do Líbano ficou praticamente destituído de poder. As guerras civis tornaram-se banais e sangrentas. Os falangistas massacraram palestinianos nos campos de refugiados, e os muçulmanos, aldeias dos cristãos. Em 1985, as tropas israelitas retiraram, mantendo apenas uma zona de segurança no Sul.
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