Liga Liberal

Sob esta designação podemos falar de três movimentos políticos e ideológicos de carácter liberal e reformador, anticlerical e de inpiração maçónica, todos de duração efémera ou de fim desconhecido.
O mais antigo remonta a 1890, fundado por A. Fuschini, que teve algum impacto na época pela crítica e vigilância da governação da conturbada década de 90 do século XIX. Pouco se sabe da sua subsistência política para além de 1900, ano em que surgiu um segundo movimento homónimo, idealizado e fundado por José de Castro, um grão-mestre da Maçonaria portuguesa, secundado por outra figura referencial do meio político liberal da época: Miguel Bombarda.
De cunho maçónico como o anterior, manteve-se crítico aos governos monárquicos de meados do século XX e destacou-se pela sua pronunciada atividade anticlerical junto da sociedade da época, à luz daquilo que em França, na mesma altura, o governo de Émile Combes fazia à Igreja francesa. Comícios, manifestações de rua e agitações públicas redundaram muitas vezes em tumultos, reprimidos pelos governos monárquicos.
O último movimento com esta designação foi o fundado em 1930 pelo Engº Perpétuo da Cruz, quatro anos depois, portanto, do 28 de maio de 1926 (golpe de Estado) e nos alvores da ditadura de António de Oliveira Salazar. Nada mais se sabe para além da sua fundação.
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