ligação apolar

Uma ligação covalente diz-se apolar quando esta se estabelece entre dois átomos iguais (homonuclear).
Quando uma molécula é formada por dois átomos iguais, os eletrões que participam na ligação covalente são igualmente atraídos e partilhados pelos dois átomos, o que significa que, em média, estes se encontram tão próximos de um átomo como do outro. A nuvem eletrónica resultante da ligação química é simétrica. Devido a este facto, esta ligação covalente diz-se apolar pois o par de eletrões compartilhado é igualmente atraído pelos núcleos dos átomos ligados.
O termo apolar resulta do facto de não se formarem polos.
Como exemplo de ligações covalentes apolares temos o caso das moléculas de hidrogénio (H2), oxigénio (O2) e azoto (N2), entre outras.
Tal como na ligação polar, também é possível averiguar a polaridade de moléculas. Da mesma maneira, recorre-se ao vetor designado por momento dipolar.
Uma molécula poliatómica (constituída por mais de dois átomos) é apolar quando a soma vetorial dos momentos dipolares das várias ligações é igual a zero.
Isto significa que o conjunto das ligações entre os seus átomos se distribui regularmente no espaço e, consequentemente, a nuvem eletrónica global da molécula é simétrica.
Um exemplo de molécula poliatómica apolar é a molécula de metano (CH4). A sua geometria tetraédrica permite que o momento dipolar resultante se anule.
Como referenciar: Porto Editora – ligação apolar na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-08-01 08:09:48]. Disponível em