ligação iónica

Numa ligação iónica, os átomos têm tendência a adotar a configuração do gás inerte mais próximo por cedência ou captação de eletrões. Neste tipo de ligação química há transferência de eletrões.
Formam-se compostos iónicos quando há átomos de um elemento com tendência para perder eletrões (normalmente átomos de metal) e átomos de um outro elemento com tendência para captar eletrões (normalmente átomos de não metal).
Uma vez que estes dois átomos possuem grande diferença de eletronegatividades, quando postos em contacto, o átomo mais eletronegativo vai receber o(s) eletrões do outro átomo menos eletronegativo transformando-se em ião negativo e o outro em ião positivo. Uma vez formados os iões positivo e negativo, vão gerar-se forças elétricas atrativas que tendem a aproximar os iões de carga elétrica de sinal contrário, e forças elétricas repulsivas, que tendem a afastar os iões de carga elétrica do mesmo sinal.
Como resultado destas forças estabelece-se uma ligação química, entre os iões positivo e negativo. É a esta ligação que se dá o nome de ligação iónica.
Por exemplo, a formação do cloreto de sódio é realizada a partir do sódio e do cloro. O átomo de sódio cede um eletrão transformando-se num ião positivo (Na+). O eletrão cedido é captado pelo átomo de cloro, que se transforma num ião negativo (Cl-). O ião sódio adquiriu a configuração eletrónica do gás inerte néon e o ião cloreto a do árgon. A ligação no cloreto de sódio é garantida pela atração eletrostática entre os iões Na+ e Cl-.
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