Lobeliáceas

Plantas dicotiledóneas, incluídas na família das Campanuláceas.
As Lobeliáceas (Lobeliaceae) são plantas de folhas simples, radicais ou alternas, basais, não estipuladas. As flores são hermafroditas, irregulares, solitárias ou dispostas em cachos, espigas ou panículas. O perianto diferencia-se num cálice com cinco sépalas e de limbo pentapartido, e numa corola irregular, simpétala, labiada, com o tubo aberto no dorso desde a base. Os estames, em número de cinco, são sinantéreos, quase até à base dos filetes, constituindo um tubo. O gineceu possui dois carpelos, estiletes e dois pequenos estigmas. O ovário é ínfero. O fruto é uma cápsula, com uma ou mais sementes.
A lobélia-brava (Lobelia urens), também conhecida apenas por lobélia, lobélia-acre ou lobélia-queima-língua, é um exemplar de Lobeliáceas espontâneo em Portugal, em pântanos, lugares húmidos e margens dos cursos de água. É uma erva vivaz, de folhas ligeiramente dentadas, linear-lanceoladas a oblongas-obovadas, as inferiores pecioladas e as superiores sésseis. As flores possuem corola de cor azul ou purpurascente.
A lobélia conhecida por tabaco-indiano (Lobelia inflata) é uma erva anual ou bienal de caule ereto, alado, inferiormente folhoso, em que as folhas basais são ovadas, contraídas em pecíolos alados, as médias são lanceoladas, sésseis ou subsésseis e as folhas superiores são ovadas. As flores são solitárias ou dispõem-se em inflorescências do tipo racimo, terminal ou axilar, com os segmentos eretos. A corola é de cor azul pálida. Os estames são mais curtos que a corola. O fruto é uma cápsula mais ou menos ovoide. É uma planta nativa na América do Norte e é cultivada como medicinal, sendo utilizada para ativar a secreção dos líquidos brônquicos, o que explica o seu outro nome de erva-da-asma.
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