loess

Em algumas zonas da Terra a superfície é coberta com depósitos detríticos ondulados e muito finos.
Ao longo de um período de talvez milhares de anos tempestades de poeiras depositaram este material que se denomina loess. A distribuição do loess em camadas indicia duas fontes principais para a formação deste sedimento: detritos estratificados pela ação das correntes do vento ou dos glaciares. Os mais espessos e extensos depósitos de loess encontram-se no Norte e Oeste da China, onde acumulações com 30 metros de espessura são vulgares e onde, até, foram determinadas espessuras superiores a 100 metros. É este fino sedimento amarelado que dá o nome ao Rio Amarelo (Hwang Ho) e ao adjacente Mar Amarelo. As bacias desérticas, situadas na Ásia Central, com 800 000 quilómetros quadrados, são as principais fontes de loess.
Ao contrário dos depósitos de loess da China, os dos Estados Unidos da América e da Europa, são um produto indireto das glaciações. Durante a regressão do gelo glacial, muitos vales foram preenchidos com depósitos transportados pela água resultante de degelo. Ventos fortes devem ter arrastado esses finos sedimentos e devem tê-los depositado nas vertentes que limitavam os vales. Esta origem é confirmada pelo facto dos mais espessos depósitos de loess se localizarem nas margens dos vales de drenagem dos maiores glaciares. Além disso, as partículas angulares mecanicamente erodidas que constituem este loess têm a mesma constituição que os detritos resultantes da erosão glaciar.
Como referenciar: loess in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-07-20 14:28:41]. Disponível na Internet: