Luciano Cordeiro

Autor multifacetado, a sua atividade de escrita abrangeu domínios tão diversos como a história, a geografia, a política, com relevo para os assuntos coloniais (Questões Histórico-coloniais, 3 vols., 1935-1936), a história literária e a crítica literária. Em 1867, concluiu o curso superior de Letras, sendo nomeado professor de Literatura e Filosofia no Colégio Militar. Ao mesmo tempo, dedicou-se ao estudo das ciências económicas e políticas. Desempenhou vários cargos públicos, de entre os quais os de representante de Portugal no Congresso Internacional de Geografia Comercial, em 1878, no Congresso Internacional de Ciências Geográficas em Veneza, em 1881, e na Conferência de Berlim de 1884, onde defendeu os interesses coloniais portugueses. Foi um dos fundadores da Companhia dos Carris de Ferro e da Sociedade de Geografia de Lisboa. Colaborou em vários jornais e revistas, como o Diário Ilustrado, o Diário de Notícias, O Espetro de Juvenal, O Cenáculo, o Jornal do Comércio, O País e A Revolução de setembro, e foi cofundador, com Afonso Pequito, da Revista de Portugal e Brasil. Das suas deslocações ao estrangeiro resultaram os volumes Viagens: Espanha e França e Viagens: França, Baviera, Áustria e Itália, de 1874 e 1875. Como ensaísta e crítico literário, foi um dos primeiros autores a referir-se ao Realismo, em 1868, numa conferência proferida na Sociedade de Agronomia, intitulada "A arte realista". Publicou depois o Livro de Crítica e o Segundo Livro de Crítica, onde manifesta as influências das doutrinas de Comte, Taine e Renan.
Como referenciar: Luciano Cordeiro in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-12-11 14:56:29]. Disponível na Internet: