Lúcio III

Papa italiano, nasceu por volta do ano 1110, sendo, por conseguinte, de avançada idade aquando da sua eleição. Batizado com o nome de Ubaldo Alluncingoli, tinha sido monge em Cister e cardeal bispo de Velletri e de Óstia. Foi encarregue do desempenho de importantes papéis diplomáticos durante o pontificado de Alexandre III, sendo também alguém que usufruía da confiança do imperador Frederico Barbarroxa.
Lúcio foi consagrado em Velletri, no dia 5 de setembro de 1181, entrando em Roma apenas em novembro, uma vez que contava bastantes antipatizantes nesta cidade. Defendido pelas milícias do bispo Cristiano de Magúncia até este falecer, em 1183, retirou-se no mês de julho de 1184 para Verona, pois não se encontrava seguro em Roma. Em setembro deste mesmo ano chega o imperador Frederico a Verona, contemporizando ambos os líderes e os seus respetivos conselheiros sobre os problemas que tinham entre mãos. Destas negociações resultou, entre outras decisões, a de iniciar uma terceira cruzada. Tal deveu-se à pressão dos mestres das ordens militares e de Heráclio, patriarca de Jerusalém, que também se encontravam nestas conversações e tinham a pesar sobre si a grande preocupação da crescente força que Saladino estava a adquirir, que se tinha tornado assustadoramente real quando este conseguiu a união do Egito e de Damasco. A bula Ad abolendum, que este papa emitiu em novembro de 1184, instituía severos procedimentos de castigo dos hereges, que os bispos de cada diocese tinham a obrigação de detetar e julgar.
As relações entre o papa e o imperador, apesar de sofrerem altos e baixos (dadas algumas recusas de Lúcio a pedidos de Frederico Barbarroxa), foram sempre razoavelmente boas, depositando o pontífice romano grandes esperanças neste para que a terceira cruzada chegasse ao termo com êxito.
O seu reinado terminou a 25 de novembro de 1185.
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