Luigi Freddi

Jornalista, diretor cinematográfico e argumentista italiano, Luigi Freddi nasceu em 1895.
Fez parte do processo de nacionalização da indústria do cinema em Itália. Foi diretor do departamento de propaganda fascista do regime de Mussolini em 1923 e editor do jornal Popolo d'Italia. Em 1934, foi convidado para organizar e administrar a direção-geral cinematográfica com o objetivo de pôr ordem no cinema italiano, criando a divisão de cinema. Esta divisão foi criada propositadamente para coordenar a iniciativa do regime fascista no campo da Sétima Arte com amplas competências: promover o cinema italiano, controlar a criação dos filmes, fazer censura com a responsabilidade de ler e modificar os argumentos, dar prémios aos realizadores que honrassem a causa fascista e verificar e controlar a importação dos filmes estrangeiros.
Foi Freddi que concebeu a criação da grande cidade de cinema europeia, a Cinecittà, situada em Roma, enquanto chefe cinematográfico do regime fascista sob as ordens de Benito Mussolini, que inaugurou o espaço a 21 de abril de 1937. Inicialmente pensada para as gravações da propaganda fascista, em 1943, nesse espaço já tinham sido produzidos mais de 300 filmes de grandes realizadores italianos como Roberto Rossellini, Vittorio De Sica e Luchino Visconti.
Em 1945, escreveu o argumento do filme Monte Miracolo, do realizador Luis Trenker, e tornou-se presidente da Cinecittà.
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