lutríneos

Subfamília da família dos Mustelídeos que se expande pelos rios da Europa e Norte de África (gén. Lutra), do Sul da Ásia (subgén. Lutrogale), da África tropical (gén. Aonyx) e mesmo no mar, como a lontra marinha (gén. Enhydra). Outros géneros são Pteronura, Paraonyx e Amblonyx.
Os seres vivos pertencentes a esta subfamília têm a designação genérica de lontras. As lontras, exceto as do género Enhydra, habitam as margens dos rios e extensões de água de todos os tipos. Habitualmente possuem no seu território, constituído por uma zona de 3 a 5 quilómetros do rio, vários refúgios temporários. Só se fixam na época da reprodução, quando constroem um ninho de entrada subaquática com uma estreita chaminé de ventilação. A alimentação das lontras é constituída por toda a espécie de animais aquáticos, principalmente peixes. Têm hábitos noturnos e crepusculares e uma grande mobilidade. A época da reprodução ocorre entre fins de dezembro e princípios de março. Parece que o rasto odorífero da fêmea, deixado pelas suas glândulas anais, tem um importante papel na formação dos casais. A gestação dura nove semanas. As crias, cegas, desdentadas e cobertas de pelo muito fino, geralmente em número de duas ou três, têm um desenvolvimento rápido. Aos quatro dias pesam 450 gramas e aos 52 dias atingem cerca de 950 gramas. A amamentação dura de sete a nove semanas. O máximo de capacidade reprodutora é atingida aos dois anos.
As lontras adultas atingem na Europa o comprimento de 75 centímetros e têm cerca de 50 centímetros de cauda, vivem próximo da água, têm as patas espalmadas e a cauda é grossa na base.
As lontras africanas (Lutra maculicollis e Aonyx capensis) podem atingir o comprimento total de 150 centímetros. Têm hábitos diurnos. Como todas as lontras, têm o corpo alongado e as orelhas pequenas e arredondadas.
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