Luxemburgo

Geografia
País da Europa Ocidental. Abrange uma área de 2586 km2 e faz fronteira com a Bélgica, a norte e a oeste, a França, a sul, e a Alemanha, a leste. As cidades mais importantes são Luxemburgo, a capital, com 79 800 habitantes (2004), Esch-sur-Alzette (27 200 hab.), Differdange (28 300 hab.), Dudelange (18 100 hab.) e Petange (7200 hab.).

Clima O clima é temperado, na transição entre o marítimo e o continental, com verões amenos e invernos frios, mas com um elevado grau de humidade.

Economia
O Luxemburgo tem uma economia que se baseia na indústria e sobretudo nos serviços. O rendimento per capita é dos mais elevado do Mundo. A indústria metalúrgica continua a ser extremamente importante para o Produto Interno Bruto (PIB), além das indústrias química e mecânica desenvolvidas por várias multinacionais estrangeiras. Mais de 160 bancos têm sucursais na cidade de Luxemburgo, que se tornou num dos mais importantes centros financeiros da Europa Ocidental. Os depósitos de ferro encontram-se esgotados o que faz com que as fundições dependam do ferro francês. O país importa o petróleo e outros combustíveis fósseis. A agricultura não é muito próspera, apenas produz algumas quantidades de cevada, de trigo, de batata, de centeio e de aveia. Os principais parceiros comerciais do Luxemburgo são a Alemanha, a Bélgica, a França e a Holanda.
Indicador ambiental: o valor das emissões de dióxido de carbono, per capita (toneladas métricas, 1999), é de 18,6.

População
A população era, em 2006, de 474 413 habitantes, o que corresponde a uma densidade de aproximadamente 181,21 hab./km2. As taxas de natalidade e de mortalidade são, respetivamente, de 11,94%o e 8,41%o. A esperança média de vida é de 78,89 anos. O valor do Índice do Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,930 e o valor do Índice de Desenvolvimento ajustado ao Género (IDG) é de 0,920 (2001). Estima-se que, em 2025, a população seja de 563 000 habitantes. É um país de forte imigração, o que se reflete na composição da população: 67% de luxemburgueses; 13% de portugueses; 5% de italianos; 4% de franceses; 3% de belgas; e 2% de alemães. A religião maioritária é a católica (95%). As línguas de cultura são o alemão e o francês, mas a nacional é o luxemburguês.

História
O Luxemburgo foi cedido à Casa da Borgonha em 1441 e, seis anos mais tarde, passou a ser administrado pelos Habsburgos. Em meados do século XVI, foi dominado pela Espanha. A seguir à Guerra da Sucessão de Espanha, entre 1701 e 1714, o Luxemburgo voltou a ser dominado pela Áustria. Em 1815, o Congresso de Viena tornou o país num grão-ducado e concedeu-o a Guilherme I, príncipe de Nassau e de Orange e rei da Holanda. Em 1830, quando os belgas se revoltaram contra Guilherme I, foram seguidos pelos luxemburgueses. Depois da revolta, a zona de expressão francesa foi separada e tornou-se parte da Bélgica. Em 1867, as potências europeias fizeram do ducado um Estado independente, para além de garantirem a neutralidade perpétua nas políticas europeias. Mas, em 1914, a neutralidade luxemburguesa foi violada pela Alemanha, que invadiu e ocupou o grão-ducado até ao final da Primeira Guerra Mundial, em 1918. Em 1921, o Luxemburgo firmou uma união económica com a Bélgica.
Durante a Segunda Guerra Mundial o país foi novamente ocupado pelas tropas alemãs e a família real fugiu para a Inglaterra. O território foi libertado em 1944 e abandonou a neutralidade ao unir-se à União do Tratado Atlântico Norte (NATO), em 1949. Desde então tem vivido numa grande estabilidade política, social e económica. Em 1952 aderiu à Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA) e, cinco anos mais tarde, passou a ser membro da União Europeia (UE).
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