Mação


Aspetos Geográficos
O concelho de Mação, do distrito de Santarém, localiza-se na Região Centro (NUT II) no Pinhal Interior Sul (NUT III). Situado nas proximidades da margem direita do rio Tejo, é limitado a oeste pelas serras de Aire e Candeeiros e a este/sudeste pelas serras do Marvão e S. Mamede, faz fronteira a norte com os concelhos de Sertã e Prença a nova (ambos do distrito de Castelo Branco), a sul com Gavião (distrito de Portalegre) e Abrantes, a oeste com Sardoal e Vila de Rei (distrito de Castelo Branco) e a este com Proença a Nova.
A rede hidrográfica é bastante densa pelo que, por todo o lado, surgem nascentes e ribeiras que terminam em piscinas naturais e albufeiras. Quase todo o concelho é limitado por serras destacando-se a do Bando dos Santos e do Bando de Codes, no centro; mais a norte surgem as serras de Sto. António, Amêndoa de Galega e de Águas Quentes e a sul encontram-se as serras da Alfeijoeira, do Casal e do Moledo. No total, abrange uma área de cerca de 402 km2 e é constituído por oito freguesias: Aboboreia, Amêndoa, Cardigos, Carvoeiro, Envendos, Mação, Ortiga e Penhascoso.
Em 2005, o concelho apresentava 7893 habitantes.
O natural ou habitante de Mação denomina-se maçanico ou maçaense.

História e Monumentos
A origem de Mação, segundo uns, ficou a dever-se a D. Afonso Henriques que por ali passou, e a conquistou. Há quem defenda que a sua história tenha começado na época do domínio romano.
Graças à Rainha Santa Isabel foi concedido o primeiro Foral da vila que, em 1355, foi renovado por D. Pedro I.
Do património cultural do concelho fazem parte o Casario Branco de Mação, o Museu Municipal Dr. João Calado Rodrigues, a Igreja da N. Sra. da Conceição (1597), as Ermidas de Sto. António (séc. XVI), de N. Sra. do Pranto (séc. XVII) e de N. Sra. do Pilar (séc. XVII), o Castelo Velho de Caratão, a Estação Romana do Vale do Junco, o Castro de S. Miguel, a Ponte da Ladeira de Evendos sobre a Ribeira de Pracana e as Antas da Casa dos Mouros e do Penedo Gordo, e o Castelo de Belver, de cariz politico-militar, associado à conquista do território aos Muçulmanos.

Tradições, Lendas e Curiosidades
Em Mação existem várias feiras, nomeadamente a Feira Anual de Mação ou Feira de janeiro, no terceiro domingo de janeiro; a Feira Anual de Ramos, no domingo de Ramos; a Feira Anual de Cardigos, no segundo domingo de Quaresma e de agosto; a Feira Anual de Amêndoa, no primeiro domingo de agosto; a Feira de Artesanato e Gastronomia, no primeiro e segundo fim de semana de julho; a Feira Anual do Carvoeiro, no terceiro domingo de agosto; a Feira de Sto. Aleixo, no terceiro domingo de julho; a Feira Anual de Envendos, no primeiro domingo de setembro; e a Feira dos Santos, nos dias 1 e 2 de novembro, com tradição bicentenária.
Durante o verão, o concelho é palco de inúmeras festas destacando-se a Festa de Santa Maria, no primeiro fim de semana de setembro. Das festas religiosas salientam-se: a do Senhor dos Passos, em meados de Quaresma, a do Espírito Santo, no Carvoeiro, e a de Santa Cruz, na Amêndoa, no mês de maio.
O feriado municipal é na segunda-feira a seguir à Páscoa.
A nível de artesanato destacam-se os trabalhos de cestaria, latoaria, olaria, mantas em tear e rendas.

Economia
O setor de atividade mais importante é o secundário, ligado às indústrias alimentares (fabrico de presuntos e salsichas) e dos lanifícios.
O setor terciário está relacionado com as pequenas empresas familiares ligadas ao comércio.
O turismo, relacionado com o desporto e lazer, tem várias potencialidades. A beleza da paisagem com a proximidade das áreas montanhosas, com cascatas e piscinas naturais, e a influência das Barragens da Pracana e Ortiga são fatores favoráveis ao desenvolvimento do concelho.
A fraca fertilidade do solo agrícola originou a produção de outros produtos como os laticínios e produção de mel. As explorações agrícolas resumem-se a pequenas hortas e quintais com predomínio de pomares: figueira, laranjeira, tangerineira, limoeiro, pessegueiro, pereira e macieira. A exploração florestal, nomeadamente o olival, é revestida de grande importância económica, pois a produção de azeite que lhe está associado tem projeção nacional pelo seu elevado índice de qualidade. Sendo uma área maioritariamente de pinhal é de realçar a importância dos bosques de pinheiro bravo, eucalipto, sobreiro e azinheira.
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