Macedo de Cavaleiros


Aspetos Geográficos
O concelho de Macedo de Cavaleiros, do distrito de Bragança, localiza-se na Região Norte (NUT II) e no Alto Trás-os-Montes (NUT III). Caracteriza-se por ser acidentado, estar situado num vale entre a serra de Bornes a sul e a serra da Nogueira a norte e ser atravessado, na parte nascente, pelo rio Azibo. Localiza-se na parte central do distrito e da Região de Trás-os-Montes e está limitado pelos concelhos de Bragança e Vinhais a norte, Vimioso a este, Mogadouro, Alfândega da Fé a sul, Vila Flor a sudoeste e Mirandela a oeste.
Com uma área de 699,2 km2, administra 38 freguesias: Ala, Amendoeira, Arcas, Bagueixe, Bornes, Burga, Carrapatas, Castelãos, Chacim, Cortiços, Corujas, Edroso, Espadanedo, Ferreira, Grijó de Vale Benfeito, Lagoa, Lamalonga, Lamas de Podence, Lombo, Macedo de Cavaleiros, Morais, Murços, Olmos, Peredo, Podence, Salselas, Santa Combinha, Sezulfe, Soutelo Mourisco, Talhas, Talhinhas, Vale Benfeito, Vale da Porca, Vale de Prados, Vilar do Monte, Vilarinho de Agrochão, Vilarinho do Monte e Vinhas. Em 2005, o concelho apresentava 17 254 habitantes.
O natural ou habitante de Macedo de Cavaleiros denomina-se macedense.

História e Monumentos
Do património arquitetónico apresenta diversos monumentos, como o Pelourinho de Pinhovelo (séc. XVIII), em Amendoeira; a Igreja de Santa Maria (séc. XVI), o Solar de Pimentel, a Igreja Paroquial (séc. XVII), a Ponte de Paradinha (época medieval), em Bornes; a Ponte de Cernadela (Idade Média), em Cortiços; a Igreja de Santa Maria Madalena (séc. XVII), em Grijó de Vale Benfeito; a Igreja de Nossa Senhora dos Reis (séc. XVIII), em Lamalonga; o Solar da Família Alpoim, em Macedo de Cavaleiros; o Solar dos Aragãos e a Igreja de S. João, em Sezulfe; a Igreja de Vale Benfeito (séc. XVII); a Ponte de Benrezes (Idade Média), em Vale da Porca; o Pelourinho de Vale de Prados (séc. XVII); a Igreja de Santo Antão (séc. XVIII), em Vilarinho de Agrochão; e a Igreja de S. Vicente de Vinhas (séc. XVIII), em Vinhas.

Tradições, Lendas e Curiosidades
Diz a lenda que o nome de Macedo de Cavaleiros, é proveniente de dois cavaleiros muito valentes que viviam ali, na época dos mouros. Esses cavaleiros usavam fortes maças (mocas) como armas nos combates. O povo conhecia-os pelos cavaleiros da maça. A sua fama chegou ao rei, que ao saber dos seus feitos, resolveu chamar àquele lugar Macedo de Cavaleiros, em sua honra.
No concelho, existem diversas romarias, como a Festa a S. Francisco de Assis, último domingo de agosto, em Lamalonga; a Festa de S. Pedro, 29 de junho, em Macedo de Cavaleiros; a Festa da Senhora do Campo, a 25 de março, em Podence; a Festa de Nossa Senhora do Freixo, quarto domingo de agosto, em Vale Benfeito; a Festa a Santo Ambrósio, último domingo de agosto, em Vale da Porca e a Festa da Santa Catarina, no último domingo de novembro, em Vale de Prados. A freguesia de Macedo de Cavaleiros realiza a feira anual agrícola de S. Pedro a 29 de junho.
Tradicionalmente, na freguesia de Podence, comemora-se o Carnaval no Domingo Gordo e na terça-feira de Carnaval. Neste entrudo, os caretos (rapazes mascarados) saem para a rua em corrida desenfreada, perseguem as raparigas para as "chocalhar", isto é, encostam-se a elas, agitando a cintura e fazem embater os chocalhos que trazem pendurados, contra as ancas da vítima. Esta tradição serve para despedir do inverno e anunciar a chegada da primavera (em Podence, os foliões contam com a bênção assídua do sol) e, por outro lado, para marcar (com excessos que se filiam nas antigas saturnais romanas, festas de homenagem a Saturno, deus das sementeiras ) o início da Quaresma.
O concelho comemora o seu feriado municipal no dia 29 de junho.
O artesanato típico do concelho é a tecelagem, artefactos de linho e de lã, as colchas de renda e a cestaria (de vime, de castanho ou de palha).

Economia
Macedo de cavaleiros caracteriza-se por ser um concelho agrícola, mas com um setor terciário representativo. Produz-se batata, feijão, azeite, vinho, castanha e cereais. Na pecuária, dedica-se à criação de gado bovino e ovino. A caça é outra atividade importante, apesar das restrições necessárias à manutenção da fauna, rica em javali, perdiz, coelho e cabra montês. Sendo pouco expressivo, o setor industrial é representado pela indústria da construção civil, indústria da madeira e do ramo alimentar. O desenvolvimento turístico passa pelo aproveitamento das características do relevo do concelho para a prática de desportos radicais (como parapente na Serra de Bornes), pela prática da caça e da pesca.
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