Macedónia

Geografia
País do Sudeste da Europa. Situado no interior da península dos Balcãs, abrange uma área de 25 333 km2. Faz fronteira com a Sérvia e com o Kosovo, a norte, a Bulgária, a leste, a Grécia, a sul, e a Albânia, a oeste. As principais cidades são Skopje, a capital, com 399 000 habitantes (2004), Bitola (81 300 hab.), Prilep (63 900 hab.), Kumanovo (81 600 hab.) e Tetovo (56 600 hab.).
O principal rio que atravessa o país é o rio Vardar, que corre para sul indo desaguar no mar Egeu, perto de Tessalónica, na Grécia. A maior parte do território da Macedónia está situado num planalto localizado entre 600 e 900 metros acima do nível do mar. O solo é composto por xisto e rochas vulcânicas.
Clima
O clima é temperado mediterrânico, com forte influência continental. O verão é quente e seco e o inverno é relativamente frio e com nevões.

Economia
A agricultura é uma atividade importante na economia do país, ocupando cerca de 20% da população ativa. Produz-se milho, tabaco, arroz, fruta e vinho. A Macedónia tem uma indústria ligada ao chumbo, zinco, cobre e crómio. Os principais parceiros comerciais da Macedónia são a Alemanha, a Rússia, a Itália e o Reino Unido.
Indicador ambiental: o valor das emissões de dióxido de carbono, per capita (toneladas métricas, 1999), é de 5,6.

População
Tem uma população de 2 050 554 habitantes, (2006), a que corresponde uma densidade populacional de 80,74 hab./km2. As taxas de natalidade e de mortalidade são, respetivamente, de 12,02%o e 8,77%o. A esperança média de vida é de 73,97 anos. O valor do Índice do Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,784 e o valor do Índice de Desenvolvimento ajustado ao Género (IDG) não foi atribuído (2001). Etnicamente, a Macedónia é composta por macedónios (64,2%), albaneses (25,2%), turcos (3,8%), ciganos (2%) e sérvios (2%). Em termos religiosos, são cristãos ortodoxos sérvios (54%) e muçulmanos sunitas (30%). A língua oficial é o macedónio.

História
A Macedónia foi colonizada pela primeira vez pelos Eslavos no século VI e sofreu uma série de conquistas. No século VII foi conquistada pelos Búlgaros, em 1014 pelos Bizantinos e pela Sérvia no século XIV. Passou a fazer parte do Império Otomano em 1355 e ficou dividida entre a Sérvia, a Bulgária e a Grécia depois da guerra dos Balcãs, já em 1912-13. Após a Primeira Guerra Mundial os sérvios da Macedónia passaram a fazer parte do Estado Federal da Jugoslávia. Durante a Segunda Guerra Mundial foi ocupada pela Bulgária entre 1941-44 e no período do após-guerra fez parte da Jugoslávia, o que não fez diminuir as tensões entre a etnia da Macedónia e a Sérvia que dominava o Governo Federal.
Após a morte do presidente jugoslavo Tito, em 1980, tornou-se claro que a estrutura federal não se iria manter unida. A Macedónia tentou obter a independência mas a presença de uma larga minoria albanesa e as objeções impostas pelo Governo grego sobre a ideia de nascer um Estado com o mesmo nome de uma região do Norte da Grécia tornou a transição difícil. Depois de a Croácia e a Eslovénia se terem separado da Jugoslávia, a Macedónia também, por recear o domínio sérvio, foi conduzida a declarar a independência da Jugoslávia em 1991, ano em que foi adotada uma nova Constituição que consagra o multipartidarismo. O novo Estado foi admitido nas Nações Unidas em abril de 1993 com o nome de República da Macedónia. A Grécia não gostou e bloqueou o reconhecimento deste país junto da União Europeia, contestando o nome do país e a utilização, na bandeira, do símbolo de Alexandre, o Grande. Seis países membros da União Europeia reconheceram a nova nação em dezembro de 1993, assim como os Estados Unidos em fevereiro de 1994. A Grécia respondeu com um embargo comercial à República. Em abril de 1994 a Comissão Europeia deu início a um processo contra a Grécia no Tribunal de Justiça Europeu após a sua recusa em retirar o embargo.
Já depois da independência, o presidente Kiro Gligorov foi reeleito em outubro de 1994 e só em dezembro de 1999 foi substituído por Boris Trajkosvski, político de centro-direita com tendencias pró-europeias que conseguiu evitar a guerra civil no seu país no verão de 2001. Após o seu falecimento em acidente aéreo em fevereiro de 2004, sucedeu-lhe Branko Crvenkovski, anterior primeiro-ministro, eleito a 28 de abril de 2004.
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