Mafalda Veiga

Cantora portuguesa nascida a 24 de dezembro de 1965, em Lisboa. Com apenas 21 anos, lançou o seu primeiro álbum, chamado Pássaros do Sul, um sucesso imediato que chegou a disco de prata. O álbum foi produzido pelo músico dos Trovante Manuel Faria e deu ainda origem ao single "Planície". Em 1988, depois do tremendo sucesso que foi o seu álbum de estreia, Mafalda Veiga regressou a estúdio para gravar e editar um segundo trabalho, novamente produzido por Manuel Faria, com o título Cantar. Contudo, não conseguiu repetir o êxito do seu predecessor, mas, mesmo assim, a cantora prosseguiu a sua carreira dando uma série de concertos por todo o país nos anos seguintes. Em 1991, graças a uma relação privilegiada com membros dos Trovante, apareceu como convidada especial da banda de Luís Represas em concertos dados em Sagres e nos Coliseus do Porto e Lisboa. No ano seguinte, Luís Represas retribuiu a amabilidade e gravou um dueto, o tema "Fragilidade", com Mafalda Veiga para incluir no novo trabalho da cantora, Nada Se Repete, que voltou a ser produzido por Manuel Faria. Tendo por base este trabalho, Mafalda Veiga deu dois excelentes concertos em Lisboa, no Teatro São Luiz, ambos com lotação esgotada. Os tempos seguintes foram passados em cima dos palcos por todo o país e também em Cabo Verde e Macau. Depois de um período afastada do meio musical, regressou ao ativo em 1996, com o disco A Cor da Fogueira, que pela primeira vez não foi produzido por Manuel Faria. O disco permitiu a Mafalda Veiga mais um concerto de grande nível, desta feita no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. Na Praça Sony, da Expo 98, atuou com o músico cubano Raul Torres. Em 1999, a intérprete voltou aos trabalhos de estúdio e recorreu a Manuel Paulo Felgueiras, da Ala dos Namorados, para produzir Tatuagem, que tem uma faixa onde há um dueto com Jorge Palma. O álbum foi bem aceite pelo público e chegou a disco de prata, proporcionando também uma série de concertos, de onde se destaca o regresso ao Centro Cultural de Belém e a estreia no Teatro Rivoli, no Porto. Esta digressão resultou na gravação e edição de um disco ao vivo em 2000, chamado precisamente Ao Vivo. Seguiu-se nova série de concertos por Portugal fora. Em 2003, a cantora voltou às edições de estúdio com Na Alma e na Pele, desta vez com produção de Rui Costa e arranjos de António Pinto. De seguida, Mafalda Veiga partiu em digressão pelo país, merecendo uma referência o concerto no Coliseu de Lisboa e a participação no 2.º Festival Galp Energia, no Pavilhão Atlântico (2004).
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