Manuel de Saldanha e Albuquerque

Nasceu em Lisboa, no século XVIII, sendo filho de Aires de Saldanha de Albuquerque Coutinho Matos e Noronha e da filha dos 5.ºs condes de Santa Cruz, D. Maria Leonor de Lencastre e Moscoso.
De 1754 a 1758 desempenhou o cargo de governador da Madeira, tendo recebido em fevereiro deste ano o título de 1.º conde da Ega e a nomeação de vice-rei da Índia. Enquanto no desempenho deste cargo (até 1765) conseguiu a paz com os maratas, conquistou a província de Canácona e expulsou os Jesuítas após a ordem do marquês de Pombal, entre outros feitos. Habituado a uma vida luxuosa, caiu, no entanto, no desagrado do ministro de D. José, pois era irmão do cardeal Saldanha (malquisto devido a questões políticas), tendo sido também acusado de não empregar corretamente o espólio dos Jesuítas. Quando retornou a Portugal foi preso e processado, sendo libertado em 1768 por estar cego. Ao longo da sua vida foi alcaide-mor de Guimarães e de Soure e comendador de Santa Maria de Castro Laboreiro, de São Martinho de Lagares e de São Tomé de Alencarce, entre outros.
Oito anos depois de Manuel de Saldanha e Albuquerque morrer (em dezembro de 1771, na Junqueira), a sua mulher, D. Ana Ludovina de Almada conseguiu a ilibação das acusações feitas ao marido e a consequente reabilitação da sua memória.
O seu filho, D. Aires José Maria Saldanha de Albuquerque Coutinho Matos e Noronha, seria o segundo conde da Ega.
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