Marat

Figura de referência do movimento de oposição ao Antigo Regime que viria a conduzir à Revolução Francesa, Jean Paul Marat, nascido em Boudry (Cantão de Neuchâtel) em 1743, foi médico, escritor e político. Em 1767 encontrava-se em Londres onde publicou obras de cariz revolucionário, cujos temas abordavam a situação dos mais desfavorecidos, a insolência dos ricos, o despotismo do Estado e da religião e o direito à revolta.
Regressou a França em 1777 onde exerceu a medicina. Interessou-se também por tudo o que dizia respeito às ciências, nomeadamente a eletricidade e o magnetismo. Deixando de exercer medicina, ocupou-se na elaboração de brochuras revolucionárias das quais se destaca um Projet de Déclaration des droits de l'homme et du citoyen. Em 1789 fundou o jornal L'Ami du peuple onde expressava as suas ideias contra quem se servia da revolução para seu benefício próprio. A intransigência das suas ideias valeu-lhe a prisão em 1789, dois exílios em Londres, entre 1790 e 1792, e a suspensão do jornal. De regresso a Paris, empenhou-se totalmente na queda da monarquia.
Com a proclamação da República (1792) deu continuidade ao jornal, mas agora sob o nome de Journal de la Republique Française. Foi deputado de Paris na Convenção e tornou-se no alvo dos Girondinos. Teve direito a voto por apelo nominal aquando da decisão da condenação à morte de Luís XVI. Em 1793 regressou triunfante à Convenção e organizou a insurreição de 2 de junho que provocaria a queda dos Girondinos.
Nesse mesmo ano foi assassinado em Paris por Charlotte Corday, tornando-se num mártir da Revolução Francesa.
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