Marcel Dupré

Organista, compositor e professor francês nascido a 3 de maio de 1886, em Rouen, e falecido a 30 de maio de 1971, em Meudon, nos arredores de Paris.
Filho de pai organista e de mãe violoncelista, Marcel Dupré iniciou os seus estudos muito cedo, com Alexandre Guilmant, dando o seu primeiro concerto aos oito anos. Quatro anos depois, torna-se organista titular da Igreja Saint-Vivien, em Rouen. Nessa altura, entra para o Conservatório de Paris, sendo aluno de Louis Vierne, Charles-Marie Widor e Louis Diémer. Em 1905, ganha o primeiro prémio de piano; mais tarde, os primeiros prémios do Conservatório de Paris para órgão e fuga, respetivamente em 1907 e 1909; depois o Primeiro Grande Prémio de Roma, com a cantata Psique, em 1914. A partir de 1906, torna-se assistente de Widor, sucedendo-lhe, em 1934, como organista da Igreja de Saint-Sulpice, em Paris.
Em 1920, executa a obra completa de Bach, num ciclo de dez concertos, no Conservatório de Paris, sendo reconhecido mundialmente pelo seu talento. Em 1921, inicia os primeiros concertos nos Estados Unidos da América e, um ano depois, a sua primeira digressão transcontinental americana. Improvisador admirável, é considerado como figura pioneira da escola francesa contemporânea de órgão. Em 1926, exerce as funções de docente no Conservatório de Paris, sucedendo a Eugène Gigout, e também as funções de diretor daquele estabelecimento, entre 1954-1956. Foi igualmente diretor do Conservatório Americano de Fontainebleau. Dos seus alunos destacam-se Jehan Alain, Olivier Messiaen, Marie-Claire Alain, André Fleury, Jean Guillou, Jean Langlais e muitos dos organistas atuais americanos. Foi ainda presidente da Sociedade de Musicologia e do Comité Nacional de Música e, em 1956, foi eleito membro do Instituto de França.
Relativamente a distinções nacionais, foi-lhe atribuído o título de Comendador da Legião de Honra, em 1948, e recebeu uma outra distinção pela Ordem de Saint-Grégoire, em 1966.
Como trabalho de compositor, Marcel Dupré produziu obras religiosas, como a oratória La France au Calvaire, sinfonias, um concerto para orquestra e órgão, peças para piano, melodias, obras para órgão (duas sinfonias e setenta e nove corais) das quais se realça Le Tombeaux de Titelouze e Symphonie-Passion, diversos trabalhos pedagógicos, entre eles cursos de harmonia, contraponto, fuga e um tratado de improvisação.
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