marcha

A marcha é um prova de atletismo e consiste em caminhar longas distâncias. Na vertente masculina há uma prova de 50 quilómetros de extensão, que é a mais longa do atletismo olímpico. Os marchadores estão obrigados a manter ininterruptamente o contacto com o solo, a perna que vai à frente deve ser apoiada com o calcanhar e o joelho só pode dobrar a partir do momento em que a outra perna volta a tocar no chão. Caso estas regras não sejam respeitadas, o atleta, depois de receber três avisos, é desqualificado da prova, uma situação que acontece muitas vezes, mesmo entre os mais experientes. À primeira vista, a marcha parece uma modalidade em que os atletas adotam um andar algo caricato, mas, observada ao pormenor, verifica-se que exige uma técnica apurada e muita concentração e resistência, já que as provas de 50 quilómetros, por exemplo, têm uma duração de cerca de quatro horas.
A marcha descende da tradição medieval inglesa que levava um servo a acompanhar a pé o seu amo que viajava em carruagens puxadas por cavalos. Em finais do século XVIII, ainda na Inglaterra, surgiram competições de marcha, que duravam até seis dias. Em 1866, foram ainda os ingleses a adaptar às pistas a então em voga corrida de marcha de sete milhas. A marcha, entretanto, começou a ser também praticada em países como França, Itália, Alemanha e Suécia. Neste país nórdico chegou a haver provas com milhares de participantes. Sem espanto, foi na edição de Londres dos Jogos Olímpicos, em 1908, que a marcha passou a fazer parte do rol de disciplinas olímpicas, então nas distâncias de 3500 metros e 10 milhas (16 090 metros). Nos Jogos de 1920, realizados em Antuérpia, na Bélgica, as corridas tiveram uma distância de 3 e 20 quilómetros, mas, em 1924, em Paris, a extensão adotada foi de dez quilómetros. Dificuldades de entendimento quanto à distância a percorrer pelos marchadores, levaram a que na edição dos Jogos Olímpicos de 1928, em Amesterdão, a modalidade estivesse ausente. A marcha regressou à família olímpica em 1932 (Los Angeles), mas só vinte anos depois, em Helsínquia, na Finlândia, é que ficaram finalmente estabelecidas as distâncias que ainda hoje vigoram para os atletas masculinos, 20 e 50 quilómetros. A marcha feminina só se estreou nos Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992, tendo sido percorrida uma prova de dez quilómetros. Desde a edição de Sydney, em 2000, a marcha feminina consta de uma prova com uma extensão de vinte quilómetros. Na marcha, há provas com as distâncias de 3, 5, 10, 20, 25, 30, 50 e 100 quilómetros. Nas competições em pista coberta as distâncias preferidas são os 3000 metros para mulheres e 5000 para homens.
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