Maria Archer

Ficcionista, ensaísta, tradutora, jornalista, poeta e dramaturga, nasceu em 1905, em Lisboa, e faleceu a 24 de janeiro de 1982, na mesma cidade. Viveu, até 1935, em Moçambique, Guiné e Angola, data a partir da qual se fixou na metrópole. Tendo desenvolvido a atividade de jornalista, colaborou em várias publicações periódicas africanas, brasileiras e portuguesas. No domínio do ensaio e do memorialismo, os inúmeros volumes que editou, centrados sobre vários temas da atualidade política e social, desenvolvem sobretudo o seu conhecimento sobre a realidade colonial. No domínio da ficção, os romances de Maria Archer, tendo alcançado grande sucesso editorial, abordaram, na sociedade dos anos 30 a 40, com ousadia, o tema da dependência civil, económica e social da mulher numa sociedade em que os temas do divórcio e da independência profissional da mulher eram ainda tabu. Esta preocupação feminista e de crítica social forçou-a a exilar-se no Brasil, em 1954. Durante este período manteve, a partir do exterior, uma postura de combate na denúncia das arbitrariedades cometidas pelo regime salazarista. Regressada a Portugal após 1974, morreu no esquecimento.
Como referenciar: Maria Archer in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-01-27 13:10:57]. Disponível na Internet: