Maria Celeste Cardona

Política portuguesa, Maria Celeste Lopes Cardona nasceu a 30 de junho de 1951, em Aguim, na Anadia, no seio de uma família humilde. Aos sete anos foi para Lisboa com os pais e quando acabou a escola comercial, com 16 anos, foi trabalhar como funcionária administrativa num escritório. Um ano depois entrou para o estaleiro Lisnave para trabalhar no controlo da faturação.
Quando aconteceu a revolução do 25 de abril, Celeste Cardona estava na Lisnave e, posteriormente, chegou a fazer parte de uma comissão de trabalhadores.
Entretanto, continuou os estudos com aulas noturnas e entre vários cursos licenciou-se em Direito na Faculdade de Direito de Lisboa. De imediato, conquistou um lugar como assistente, tendo feito especialização em Direito Fiscal como advogada. A sua atividade como profissional acabou por aproximá-la de Francisco Lucas Pires, dirigente do Centro Democrático Social. Tornou-se militante do partido em 1982, mas inicialmente de um modo discreto. Em 1990, surgiu como chefe de gabinete da candidatura de Basílio Horta à presidência da República. Contudo, no ano seguinte, aproximou-se de Manuel Monteiro e afastou-se de Basílio Horta. A partir daí, integrou a Comissão Diretiva, o Conselho Nacional e a Comissão Política do CDS-PP e liderou ainda a Federação Distrital de Lisboa do partido.
Até 1997, acompanhou Manuel Monteiro dentro do partido, tendo chegado a candidatar-se nesse ano à presidência da Câmara de Sintra. A partir dessa época passou a apoiar Paulo Portas, que entretanto se havia tornado líder do partido. Ainda nesse ano, foi eleita deputada no Parlamento Europeu e cumpriu mandato em Estrasburgo. Entretanto, regressou a Portugal para ser deputada na Assembleia da República e reconciliou-se com Manuel Monteiro, mas em 1999 voltou a aparecer ao lado de Paulo Portas por este, em seu entender, ter promovido a reconciliação do partido.
No Parlamento, enquanto esteve na oposição, Celeste Cardona destacou-se na discussão do Orçamento e de assuntos fiscais. Mas, quando Paulo Portas a levou para o XV Governo Constitucional, que tomou posse em abril de 2002, foi para desempenhar o cargo de ministra da Justiça. A 17 de julho de 2004, aquando da tomada de posse do XVI Governo Constitucional, liderado por Santana Lopes, foi substituída no cargo por Aguiar Branco.
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