Marquês de Alenquer

O 1.º Marquês de Alenquer foi D. Diogo da Silva de Mendonça (não se conhece bem a data de seu nascimento, mas foi seguramente na segunda metade do século XVI), que também fora conde de Salinas, em Espanha. Foi vice-rei (governador) de Portugal nos reinados de Filipe I e Filipe II (II e III de Espanha). O título (e as terras) de Alenquer fora-lhe atribuído por este último, pelos seus bons serviços à coroa espanhola, o que lhe valeu o ódio da população portuguesa. A péssima situação económica e financeira do reino, socialmente agitado por pesados tributos que os Filipes, através do duque de Uceda, impuseram aos portugueses, agravou ainda mais a imagem pública do marquês de Alenquer, de quem a população se chegou a queixar ao soberano espanhol quando veio a Portugal, apondo-lhe o labéu de devedor ao Tesouro. Daí que o sucessor de Uceda no valimento de Portugal em nome dos Filipes, o conde-duque de Olivares, para cair nas boas graças dos portugueses, afastou Alenquer do governo do País, que logo tentou queixar-se a Filipe III, mas não o deixaram sair do País. Privado de suas rendas em Alenquer e Guimarães até 1632, acabou por morrer depois de 1640 em Madrid.
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