Martin Landau

Ator norte-americano, Martin Landau nasceu a 20 de junho de 1931, no bairro nova-iorquino de Brooklyn. Depois de uma infância difícil, entrou para o prestigiado jornal New York Times onde trabalhou como caricaturista. Aí trabalhou até 1955, altura em que decidiu enveredar pela carreira de ator. Nesse mesmo ano, fez uma audição para se matricular no Actors Studio. Entre dois mil candidatos, ele e Steve McQueen foram os únicos a conseguirem ser aceites. Durante os dois anos em que foi aluno nessa instituição, travou amizade com atores como James Dean e Dennis Hopper. Estreou-se nos palcos da Broadway, em 1957, com a peça Middle of the Night, que se manteve em exibição durante um ano e meio e trouxe-lhe boas críticas. Chegou ao cinema pelas mãos do realizador Lewis Milestone, que lhe destinou um pequeno papel no filme de guerra Pork Chop Hill (A Hora Final, 1959). O seu papel de criminoso no thriller North by Northwest (Intriga Internacional, 1959) de Alfred Hitchcock trouxe-lhe alguma notoriedade. Depois de esporádicas participações em séries televisivas como Bonanza (1959-1971) e em grandes produções cinematográficas como Cleopatra (Cleópatra, 1963) e The Greatest Story Ever Told (A Maior História de Todos os Tempos, 1965), Landau conheceu a fama ao protagonizar uma série televisiva de culto: Mission: Impossible (Missão Impossível, 1966-1970), onde encarnou Rollin Hand, um agente secreto perito na arte dos disfarces. Nesta série, trabalhou com a atriz Barbara Bain, sua mulher, experiência que repetiria na série de ficção científica Space: 1999 (Espaço 1999, 1975-77). Nas décadas de 70 e 80, trabalhou também como professor de Artes Dramáticas, alternando essa ocupação com aparições em filmes de terror de baixo orçamento. O ponto de viragem na sua carreira deu-se quando Francis Ford Coppola apostou nele para o papel de Abe Karatz, sócio de Preston Tucker (Jeff Bridges) em Tucker: a Man And His Dream (Tucker, um Homem e o Seu Sonho, 1988), que lhe valeu a nomeação para o Óscar de Melhor Ator Secundário. Repetiria a nomeação com Crimes and Misdemeanors (Crimes e Escapadelas, 1989). A consagração chegou quando Tim Burton se lembrou dele para encarnar a mítica figura do ator Bela Lugosi em Ed Wood (1994). O retrato dos últimos anos de vida do "eterno Drácula", a sua dependência da heroína e a sua parceria com aquele que viria a ser considerado o pior realizador do mundo valeram-lhe o Óscar de Melhor Ator Secundário, suplantando nesse ano nomes de peso como Samuel L. Jackson, Paul Scofield e Gary Sinise. Desde então, foi chamado a emprestar o seu talento a filmes como City Hall (A Sombra da Corrupção, 1995), The X-Files (Ficheiros Secretos, 1998), EdTV (1999), Sleepy Hollow (A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, 1999), The Majestic (2001) e Hollywood Homicide (Homicídio em Hollywood, 2003).
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