Mary Ainsworth

Psicóloga e professora universitária norte-americana, Mary D. Satler Ainsworth nasceu em dezembro de 1913, em Glendale, no estado de Ohio, e faleceu a 21 de março de 1999, em Carlottesville, no estado da Virgínia.
Mary Ainsworth obteve a sua licenciatura (1935), o mestrado (1936) e o doutoramento (1939) na Universidade de Toronto, no Canadá, onde lecionou durante pouco tempo. Em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial, juntou-se ao Corpo do Exército de Mulheres Canadianas, alcançando o posto de Major, em 1945. Depois, retomou as suas funções de docente, na Universidade de Toronto.
Em 1950, casou-se com Leonard Ainsworth, e mudaram-se para Londres para que ele terminasse a sua formação no University College. Em Inglaterra, Mary Ainsworth trabalhou na Clínica Tavistock, onde realizou investigação sobre os efeitos, no desenvolvimento e personalidade da criança, da separação materna. A psicóloga concluiu que a ausência da figura da mãe promovia efeitos de desenvolvimento adversos na criança. Em 1954, acompanhando o marido que obtivera um lugar no Instituto Africano Oriental de Investigação Social, em Kampala, no Uganda, Mary Ainsworth realizou, nesse país, um estudo de campo sobre a interação mãe/filho, tendo este apenas um ano de vida.
A partir de 1955, prosseguiu o seu trabalho de investigação e docência na Universidade John Hopkins, alcançando o lugar de professora catedrática em 1963. Mudou-se para a Universidade da Virgínia, em 1974, e foi designada Professora Commonwealth, desde 1975 até 1984, ano em que se aposentou como professora jubilada, mantendo-se, no entanto, ativa até 1992.
A investigação de Mary Ainsworth ficou conhecida pelos trabalhos relacionados com as ligações afetivas entre mãe e filho. Das observações feitas no Uganda e dos estudos subsequentes realizados em Baltimore, Ainsworth concluiu que há padrões distintos de ligação entre as crianças e as suas mães, ao longo dos primeiros anos de vida dos filhos. Esses padrões podem ser manifestados pelo conforto, segurança, tensão ou conflito. A psicóloga descobriu provas que indicam que as relações mãe/filho estão relacionadas como o nível de reação das mães manifestadas nos primeiros meses dos filhos. Ainsworth, juntamente com outros colegas, criaram um sistema, conhecido por The Strange Situation (trad. livre: A situação estranha), para avaliar as diferenças individuais, nas reações das crianças, a diferentes tipos de separações e uniões com as respetivas mães. Com este método, Ainsworth descobriu que as diferenças individuais surgiam na reação dos bebés no momento do regresso da mãe. A psicóloga classificou essas reações em três categorias: ansioso/evasivo; ligação segura; ansioso/resistente.
Dos vários artigos e livros que publicou destacam-se Child Care and the Growth of Love (1965), Infancy in Uganda (1967), Patterns of Attachment (1978). Recebeu muitos prémios e honras, tais como o Award for Distinguished Contributions to Child Development (1985) e o Distinguished Scientific Contribution Award (1989), pela Associação Americana de Psicologia.
Como referenciar: Porto Editora – Mary Ainsworth na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-10-27 00:58:34]. Disponível em