Mary Pickford

Atriz norte-americana, de origem canadiana, de seu nome Gladys Smith, nascida a 8 de abril de 1892, em Toronto, e falecida a 29 de maio de 1979, na Califórnia. Foi uma das primeiras estrelas de cinema norte-americano e uma das mais populares atrizes do período mudo, onde se destacou por compor personagens que se aproximavam do ideal americano. A morte do pai quando tinha apenas 4 anos de idade levou-a a ajudar no sustento da sua família. Como atriz infantil, participou em dezenas de peças, tendo chegado à Broadway em 1909. Durante uma representação, o produtor e realizador cinematográfico D. W. Griffith ficou impressionado com a sua beleza e candura e ofereceu-lhe um contrato. Sob a sua direção, estrear-se-ia com The Fascinating Mrs. Francis (1909). Entre 1909 e 1927, participou em duas centenas de filmes, facto que lhe valeu a alcunha «Rainha do cinema mudo». Destes titulos, destacam-se The Little American (A Pequena Americana, 1917), Daddy-Long-Legs (As Pernas Altas do Papá, 1919) e Rosita (Cantora das Ruas, 1923). Em 1919, ao lado de Griffith, Charles Chaplin e de Douglas Fairbanks (seu esposo), fundou a United Artists. Em 1929, ganhou o Óscar para Melhor Atriz por Coquette, um filme sonoro ondre desempenhou o papel duma mulher temperamental que se diverte a destruir os corações masculinos. Mas o público não se habituara a ver Pickford em registos sonoros, facto que a obrigou a retirar-se como atriz em 1933, após ter concluído as rodagens de Secrets (Segredos). Continuou ligada ao cinema como produtora até 1953, ano em que vendeu a sua parte da United Artists. Em 1975, recebeu um Óscar Honorário como reconhecimento pelo seu contributo para o desenvolvimento da arte cinematográfica.
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