Mato Grosso

O estado do Mato Grosso faz parte da região Centro-Oeste do Brasil e é o terceiro mais vasto em superfície. As fronteiras confinam com os estados do Amazonas e Pará a norte, o Tocantins e o Goiás, a leste, a sul o estado do Mato Grosso do Sul e a oeste o estado de Rodônia e a Bolívia. O Distrito Federal fica num quadrilátero do território do estado do Mato Grosso. A capital é Cuiabá. Tem uma área de 903 358 km2 e 2 856 999 habitantes (censo 2006). A densidade populacional é muito baixa, 3,16 hab/km2, apenas ultrapassada pelos estados de Roraima e do Amazonas. A esperança média de vida é de 72,3 anos.
O relevo, pouco acidentado, é composto por um conjunto de grandes chapadas, com altitudes que variam entre os 400 e os 800 metros. O ponto mais elevado é a serra de Monte Cristo a 1118 m de altitude. Possui ainda uma planície pantanosa, sempre inundada pelo rio Paraguai e seus afluentes. Os rios do estado do Mato Grosso distribuem-se pelas bacias do Amazonas e dos Tocantins. Os principais cursos de água são o Juruena, Teles Pires, Xingu, Araguaia, Paraguai, Piqueri, Cuiabá e São Lourenço. A circulação fluvial é importante neste estado. O clima é tropical variando com a altitude. As temperaturas oscilam entre os 23ºC e os 26ºC com um índice pluviométrico de 1500 a 2000 mm anuais. Existem três ecossistemas distintos no Mato Grosso: a depressão do pantanal a sudoeste, uma região única no Brasil, o cerrado e a floresta amazónica, que cobre metade do estado.
Embora todo o território do Mato Grosso fizesse parte da coroa espanhola pelo Tratado de Tordesilhas de 1494, a partir de 1525 têm início as explorações por parte de aventureiros e jesuítas que fundaram missões entre os rios Paraná e Paraguai. Com as bandeiras do século XVII e a descoberta do ouro, a região é invadida por todo o tipo de gentes. Em 1748 é criada a capitania de Mato Grosso, cuja capital passou a ser Cuiabá. Pelo Tratado de Madrid, a região passou a fazer parte do Brasil. No século XIX, a região sofre um declínio com o fim da corrida ao ouro. Mais tarde, já com a Republica a região povoa-se de seringueiros, criadores de gado, madeireiros e aventureiros. As políticas governamentais de povoamento são tão bem sucedidas que, nos anos 70, dá-se a separação da região norte, menos desenvolvida, da região sul, que testemunhava um grande progresso e que passou a chamar-se de Mato Grosso do Sul. A região norte reteve a denominação original.
A agropecuária é uma das bases económicas do estado, com o cultivo de cana, soja e a criação de gado bovino. Mas a procura de novas pastagens tem levado a que numerosas queimadas causando danos irreparáveis à floresta. A indústria de extração incide sobretudo na exploração da madeira e da borracha e a extração de minérios. O turismo é outro dos setores económicos em franco desenvolvimento. Na zona norte ficam o Parque Nacional do Xingu, lar de várias tribos indígenas e o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães. As praias do rio Araguaia e o Pantanal são outras das atrações que levam os turistas ao Mato Grosso.
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