Mausoléu de Adriano

Mandado construir em Roma, junto ao rio Tibre, pelo imperador Adriano (76-138), para aí ser sepultado, bem como os seus sucessores, é também conhecido como "Castelo de Santo Ângelo".
A obra começou em 125 e terminou em 130 com Demétrio, assumindo-se como uma verdadeira fortaleza. Está assente numa base quadrada com 84 m de lado e alicerçou-se através de estacas enterradas nas lamas do Tibre. Possui uma torre cilíndrica com cerca de 65 m de diâmetro e 18 m de altura. No seu topo existia um conjunto escultórico representando Adriano a conduzir uma quadriga; atualmente encontra-se ali uma estátua de S. Miguel, dado que, em 590, um anjo teria aparecido ao Papa Gregório, o Grande, pondo, assim, fim a uma longa peste. Esta estátua do anjo é uma obra de Raffaelo de Montelupo (século XVI).
Também Michelangelo Buonarroti deixou marcas nesta construção, aí desenhando uma dupla linha de janelas ao fundo do pátio Delle Palle (isto é, das balas ou bombas de canhão). Numa das salas do castelo, quase todas com belos tetos, encontra-se, num terceiro andar, o pátio de Alexandre VI, onde se acha um bonito poço com o brasão e armas dos Bórgia. Decorado por Giulio Romano, encontramos também os Banhos de Clemente VII de Médicis, tendo como modelo os quartos que Rafael decorara no Palácio do Vaticano.
Fortificado ao longo da Idade Média, vai-se transformando sucessivamente numa cidadela, depois quartel, numa prisão e, mais tarde, em residência papal. De facto, por ali passaram vários papas que convocaram o trabalho de vários artistas da Renascença italiana. Pela biblioteca que ali existe passaram figuras da cultura italiana universal como Giordano Bruno, Cagliostro, Cellini. É interessante saber que, na parte inferior do edifício, sobre um dos seus lados e através de uma grade de ferro, existe ainda um caminho que os papas usavam para chegar secretamente à Cidade do Vaticano. Foi feito por Nicolau II, em 1277-1280, e muito utilizado pelo Papa Clemente VII Bórgia, durante o período em que os Lanzichenechi invadiram Roma e espalharam o terror sobre a cidade.
Hoje, o edifício alberga um museu.
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