Max Ophüls

Cineasta alemão, Max Oppenheimer Ophüls nasceu a 6 de maio de 1902, na cidade alemã de Sarbruque.

Começou a sua carreira como ator de teatro e encenador. Em 1931, entrou no mundo do cinema como assistente de realização. Estreou-se como realizador com o filme Dann Schon Lieber Lebertran (1931).

Desde cedo, a visão inovadora do realizador alemão conquistou adeptos. Filmou de forma pedagógica o mundo da ópera em Die Verkaufte Braut (1932), enveredou pelo melodrama romântico em Liebelei (1933), mudou-se para Paris para filmar Une Histoire D'Amour (1934), satirizou a tragicomédia em Divine (1935), a partir do romance de Colette, e apostou na comédia com Komedie Om Geld (1936).

Antes de partir para a América, ainda teve tempo de adaptar Goethe, em Le Roman de Werther (1938). O seu primeiro filme em solo americano foi The Exile (1947) com Douglas Fairbanks Jr. Depois de alguns filmes menores, assinou um thriller: The Reckless Moment (1949), com James Mason.

Desiludido com o cinema americano, regressou a França, onde assinaria as suas obras mais conhecidas: La Ronde (1950), com Simone Signoret, uma sucessão de pequenos episódios interligados subordinados ao mesmo tema, a infidelidade, e que mereceu a Ophüls a nomeação para o Óscar de Melhor Argumento; Le Plaisir (1951), uma adaptação da obra de Guy de Maupassant; Madame de... (1953) e Lola Montès (1955), o seu último filme. Voltou à Alemanha para trabalhar no mundo radiofónico.

Morreu a 25 de março de 1957, em Hamburgo.

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