Artigos de apoio

Maximilian Schell
Ator, realizador e argumentista austríaco, Maximilian Schell nasceu a 8 de dezembro de 1930 em Viena. Cresceu na Suíça, já que os seus pais - um poeta e uma atriz - fugiram dos nazis quando estes anexaram a Áustria em 1938. Estudou nas universidades de Zurique, Basileia e Munique antes de se estrear como ator de teatro em 1952. Estreou-se no cinema em 1955 e três anos mais tarde fez o seu primeiro filme em Hollywood - The Young Lions (O Baile dos Malditos), de Edward Dmytryck - interpretando um oficial alemão que faz amizade com um soldado interpretado por Marlon Brando.
Em 1961, venceu o Óscar de Melhor Ator pela sua intensa interpretação de um advogado de defesa em Judgement at Nuremberg (O Julgamento de Nuremberga), de Stanley Kramer. Participou depois em filmes como Five Finger Exercise (1962); I Sequestrati di Altrona (Os Sequestrados de Altona, 1963), de Vittorio de Sica; Topkapi (1964), de Jules Dassin; Return From the Ashes (Regresso das Cinzas, 1967); The Deadly Affair (Duas Plateias para a Morte, 1967), de Sidney Lumet; e Counterpoint (1968), de Ralph Nelson. Em 1968, produziu e interpretou Das Schloss (O Castelo), adaptando Franz Kafka, e em 1970 escreveu, produziu e realizou Erste Liebe (First Love), que obteve a nomeação para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro. O seu segundo filme como realizador, The Pedestrian (1973), foi também nomeado para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro. Em 1974, voltou à realização com Der Fussganger, vencedor do Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro e nomeado para o Óscar na mesma categoria.
Como intérprete, durante os anos 70, participou em diversos filmes relacionados com a Segunda Guerra Mundial: The Man in the Glass Booth (O Homem das Duas Faces, 1975), de Arthur Hiller, pelo qual recebeu a nomeação para o Óscar de Melhor Ator; Cross of Iron (Cruz de Ferro, 1976), de Sam Peckinpah; A Bridge Too Far (Uma Ponte Longe Demais, 1977), com Sean Connery e Michael Caine; e Julia (1977), de Fred Zinnemann, pelo qual foi nomeado para o Óscar de Melhor Ator Secundário. Durante os anos 80, teve poucas aparições no cinema, mas realizou o aclamado documentário Marlene (1984), sobre a lendária Marlene Dietrich. Em 1990, contracenou de novo com Marlon Brando na comédia The Freshman (O Caloiro da Máfia), e em 1992 venceu o Globo de Ouro de Melhor Ator Secundário pelo seu papel de Lenine na minissérie televisiva Stalin.
Mais tarde, representou o cinema papéis em Little Odessa (Viver e Morrer em Little Odessa, 1994), de James Gray; Vampires (Vampiros, 1998), de John Carpenter; e Deep Impact (Impacto Profundo, 1998), filme-catástrofe com Elijah Wood e Téa Leoni. Em 1997, publicou o romance Der Rebel.
Prosseguindo a sua carreira teatral, protagonizou em 2000 a peça da Broadway Judgement at Nuremberg e em 2001 encenou com grande sucesso em Los Angeles a ópera de Wagner Lohengrin. Em 2002, realizou o documentário Meine Schwester Maria, sobre a carreira da sua irmã, a atriz Maria Schell. Em paralelo com a carreira no cinema, teatro e televisão, desenvolveu também o talento musical, atuando como pianista e maestro com nomes como Claudio Abbado ou Leonard Bernestein.
Como referenciar: Maximilian Schell in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2017. [consult. 2017-09-25 03:46:15]. Disponível na Internet: