menopausa

A maior parte das mulheres atingem o máximo da sua capacidade reprodutiva próximo dos seus vinte anos. A partir desta idade, a função do ovário declina gradualmente, presumivelmente devido ao facto de os seus ovários serem cada vez menos sensíveis aos efeitos das gonadotropinas. A produção de estrogénio declina, muito ciclos ováricos tornam-se anovolatórios e os períodos menstruais tornam-se irregulares e duram menos tempo. Até que a ovulação e as regras menstruais cessam completamente. Estes fenómenos ocorrem geralmente entre os 46 e 54 anos, um acontecimento denominado menopausa.
Considera-se como tendo ocorrido a menopausa quando durante um ano não ocorreu a menstruação. Se bem que a produção de estrogénio continue por um período de tempo depois da menopausa, os ovários acabam por se tornar não funcionais como órgãos endócrinos.
Privados do efeito estimulante do estrogénio, os órgãos reprodutores e os seios começam a atrofiar-se. A vagina torna-se seca e as infeções vaginais podem aumentar. Outras sequelas da paragem da produção de estrogénio incluem a irritabilidade e outros estados de espírito (a depressão pode ocorrer). Intensas dilatações dos vasos sanguíneos da pele podem causar desconfortáveis calores e suores noturnos (calcula-se que 75 a 80% das mulheres menopáusicas apresentem estes sintomas). Outros sistemas traduzem-se por um adelgaçamento da pele e perda de massa óssea, e, lentamente, a subida dos níveis de colesterol no sangue, com o aumento de riscos cardiovasculares para as mulheres.
Alguns médicos prescrevem medicação com baixa concentração de estrogénio e progesterona, para auxiliar as mulheres a ultrapassar este período e para prevenirem complicações esqueléticas e cardiovasculares. Não há um período equivalente à menopausa nos humanos masculinos. Com a idade há um declínio na produção de testosterona e a capacidade reprodutiva parece não terminar. Há casos de homens saudáveis que conseguem procriar na sua oitava década de vida.
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