metecos

Os metecos, conforme eram conhecidos os estrangeiros, atingiram no século V a. C. o número de 20 000 em Atenas e não possuíam os mesmos direitos que eram inerentes aos cidadãos. Contudo ocupavam um lugar privilegiado, sendo-lhes permitido ingressar no exército e desenvolver atividades económicas, comerciais e industriais importantes. Segundo a tradição do culto a Dionísio, era essencial que os estrangeiros à cidade fossem tratados com justiça e recebessem aquilo que lhes era devido. Esta posição é tanto mais relevante quanto em Atenas todos os cidadãos se consideravam filhos diretos de Atena com o seu meio-irmão Hefesto, mito primordial em que radicava a força da cidadania e unia todos os cidadãos num anel fechado e protetor.
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