método de Charpentier-Volhard

O método de Charpentier-Volhard consiste noutro processo de deteção do ponto final numa volumetria de precipitação. Baseia-se na formação de um complexo corado, solúvel, que, portanto, dê cor à solução, e possa assim ser detetado visualmente.
O complexo, além de apresentar uma cor nítida, deve formar-se numa zona bastante próxima do ponto de equivalência, de modo que a sua formação se verifique logo após a precipitação completa do ião a dosear.
O método de Charpentier-Volhard é normalmente utilizado na titulação do ião prata (Ag+) com uma solução padrão de tiocianato, sendo o ponto final indicado pela formação de um complexo corado vermelho, o qual é solúvel. É então necessário adicionar ao titulado o ião ferro (III) (Fe3+).
Logo após se ter precipitado todo o ião prata, uma gota de tiocianato adicionada reage com o ião ferro (III), originando o ião tiocianato de ferro (III), de cor vermelha.
Os iões ferro (III) e tiocianato podem formar outros complexos além deste, mas, normalmente, isso não acontece nesta titulação, porque a formação desses complexos exige uma concentração em ião tiocianato maior que a existente no ponto final.
Como o ião ferro (III) é um ácido relativamente forte, a aplicação do método de Charpentier-Volhard obriga a que o titulado apresente carácter ácido, ou seja, o seu pH deve ser menor que 3. Caso isto não aconteça, poderá ocorrer a precipitação de hidrossais de ferro (III).
O método de Charpertier-Volhard não apresenta tantas possibilidades de erro como o método de Mohr, pelo que é menos limitado. Este método pode também ser utilizado na titulação de todos os haletos, baseando-se numa titulação de retorno.
Como referenciar: Porto Editora – método de Charpentier-Volhard na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-09-25 02:15:24]. Disponível em